terça-feira, janeiro 23, 2024
ÚNICO E COMUNITÁRIO
segunda-feira, janeiro 15, 2024
CEGUEIRA TEMPORÁRIA
quinta-feira, dezembro 14, 2023
MATA E COME
quinta-feira, dezembro 07, 2023
ALTAR, PÚLPITO, PLATAFORMA, PALCO E PICADEIRO
quarta-feira, novembro 15, 2023
DISCIPULADO PARA O CASAMENTO
(mensagem enviada aos homens do grupo pequeno)
Estava estudando sobre casamento a
partir da Bíblia e me dei conta da direção que tenho condições de apontar para
vocês e para a casa de cada qual, caso queiram falar e se abrir sobre esse
tema.
Entendo que cada um pode ter a própria
ideia quanto a como ser ajudado em relação ao casamento, mas de meu lado também
parto de uma experiência de campo, não apenas de um casamento que se estabeleceu,
mas também de ministrar outros casais, tanto aqueles que continuaram juntos,
como os que se separaram, porque, afinal, você pode levar alguém à fonte, mas não
pode forçá-lo a beber água.
Pois bem, a direção que posso apontar
é aquela na qual o casamento não é um fim em si mesmo. Isso significa que considero
que o mais importante não é salvar o casamento, mas o que advém dele.
Antes de considerarmos no que
advém do casamento, devemos observar o quanto esse tema é central nas Escrituras.
A Bíblia começa num casamento em Genesis (Primeiro Adão com Eva) e termina num
casamento no Apocalipse (Último Adão com a Igreja). O objetivo da arca foi
livrar do grande dilúvio o fruto de um casamento (Noé) e o povo de Deus tem seu
início na ordem para que um homem casado (Abraão) levasse sua mulher estéril à
uma terra distante para ali ser o pai de uma grande nação. Cada uma das
gerações seguintes (Isaque, Jacó e seus doze filhos) teve aspectos do seu casamento
mencionados na Bíblia, sendo que o mesmo ocorreu com Moisés, com juízes como
Sansão e com reis como Davi. Embora Jesus não tenha sido concebido a partir de
um casamento no sentido estrito, mas a partir de uma virgem coberta pela sombra
do Altíssimo, o Messias cresceu em estatura e graça no seio de um casamento (José
e Maria) e ali foi instruído na Torá, nos costumes judaicos e na profissão da carpintaria.
Dito isso, o que é que advém de
um casamento segundo o modelo de Deus? Obviamente que os frutos de um casamento
são os filhos, pois Deus ordenou ao primeiro casal que frutificasse, multiplicasse,
enchesse a terra, a sujeitasse e a dominasse. Porém, não é qualquer filho que
vai sujeitar e dominar a terra, mas aqueles gerados, criados e instruídos no
seio de uma família.
Filhos fora da família eram
considerados bastardos e como tais eram considerados como não tendo instrução/disciplina
(Hb 12:8), pois a instrução é dada pelo pai e aqueles que não receberam
instrução de pai tem enormes dificuldades de receber a instrução de Deus, sendo
essa a razão pela qual é negado aos bastardos o acesso à Congregação do Eterno (Dt
23:2). Obviamente que para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas
são possíveis (Mt 19:26) e é ele que nos atrai com cordas de amor e nos dá a
sua paternidade. Dito de outro modo, a bastardia bíblica é mais que uma pessoa
sem o pai biológico no registro. Antes, é uma condição espiritual mesmo
daqueles que tiveram pais presentes na casa, mas ausentes de suas vidas.
Portanto, a partir desse
entendimento, e voltando ao tema do casamento, a união do casal não é um fim em
si mesmo e sim um meio para gerar filhos instruídos quanto aos valores do Reino
de Deus.
Aqui é preciso levar em conta que
Deus não está interessado na vida biológica em si mesma, pois, se fosse assim,
Deus teria feito o corpo natural do homem dotado de eternidade. Não é o que
ocorre, até porque “preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos” (Sl
116:15), ou seja, Deus nos escolhe para vir ao mundo, nos separa e nos designa
à uma missão (Jr 1:5), depois tece os nossos órgãos no ventre de nossa mãe para
nos fazer nascer nesse mundo (Sl 139:13) e, logo em seguida, recolhe a nossa
vida na morte. Aliás, para Deus o tempo da nossa vida é como um sopro, como a
sombra que passa (Sl 144:4), portanto, ele nos predestina, nos dá vida e logo a
seguir nos recolhe na morte.
Para nós isso não faz sentido,
mas para ele, “se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só;
mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24). Por isso, quando Deus nos cria ele
não está diretamente interessado em nosso “tabernáculo terrestre” (corpo
natural), mas sim em nosso “tabernáculo celeste”, que é o nosso corpo
espiritual. Esse corpo espiritual é eterno e não multiplicável, pois quando ressuscitarmos
não casaremos e nem nos daremos em casamento, mas seremos como os anjos (Mt
22:30). Isso nos leva a concluir que Deus gera um ser humano no ventre de sua mãe
para que, na verdade, esse ser receba uma alma que habitará eternamente um
corpo espiritual (espírito), fazendo parte da família de Deus.
Dito de outra forma, Deus está
criando a sua família e, para isso, ele nos dá uma fase terrestre onde vivenciamos
o que é sombra das coisas futuras. Assim como um ser humano vive uma fase
uterina antes de nascer, crescer e se desenvolver, a nossa alma imortal também vive
uma fase terrestre antes da vida eterna.
Concluindo, nem o casamento e nem
a família são fins em si mesmos, mas meios de Deus gerar para si uma família
eterna. Nesse contexto, reparem como fica sem sentido dizer coisas como:
·
“eu não estou sendo feliz nesse relacionamento”;
·
“eu gostaria de uma mulher que fizesse isso e
aquilo pra mim”;
·
“eu só quero ser feliz”;
·
“eu não aguento mais que ela faça isso ou aquilo”
Tais pensamentos não tem sentido
porque são centrados no “eu”, quando o objetivo do casamento não é o “eu” e sim
Deus. O casamento tem por objetivo o que Deus quer e não a satisfação do ser
humano. Deus quer almas sendo geradas e instruídas na Palavra do Reino e, para
isso, ele não nos obriga a casar e nem escolhe a mulher de ninguém, mas conta
com a palavra de homem (sim, “sim” e não, “não) para fazer da família um ambiente
missional.
Um homem que “se deu bem na vida”
é aquele cujos filhos são firmados na Rocha e constituíram famílias de filhos firmados
na Rocha. Filhos desviados do Caminho são a prova do fracasso do homem como
líder familiar, embora o Senhor nos perdoe os fracassos, nos mantenha no seu
plano pela sua graça e nos dê esperança de ver os filhos rendidos ao senhor, retirando
o nosso opróbrio (desonra).
Agora, olhe para o seu casamento ou
para o casamento que você quer ter (no caso dos viúvos, divorciados ou
solteiros) e se pergunte se você está disposto a se submeter a esses valores na
formação do casamento e da família. Se a sua resposta é sim, estou disposto a
te ajudar a alinhar teus passos para que o teu casamento seja exatamente isso,
ou seja, uma relação marital da qual emana uma família missional. Se, contudo, você
quer menos que isso, ou seja, se você só não quer ficar sozinho e quer alguém
que corresponda às suas expectativas, não pretendo de iludir, pois não tenho
por que trabalhar por esse objetivo puramente humano e não divino, até porque
cada qual pode dar conta disso sozinho. Trabalhamos para o Senhor e o que deve
dirigir nossos passos é o objetivo do Reino, ou seja, o que nos interessa é que
os seus filhos tenham um destino em Deus, diferente do destino que seus pais
tiveram segundo o mundo até aqui.
E o caso dos viúvos e
divorciados, onde não há filhos ou onde há filhos “meus, teus e nossos”, como
agir? No caso daqueles, os filhos do cônjuge devem ser como os próprios filhos e
vice-versa. No casamento que, por qualquer razão, não tenha filhos, o alvo há
de ser o estabelecimento do testemunho como casal, como fonte de inspiração para
os casais mais jovens da igreja local. Isso demonstra que o evangelho é baseado
no que Deus quer para si através do homem, que é seu instrumento, e não no que
o homem quer para si tendo Deus por instrumento.
Medite nisso e agende o seu tempo
para falarmos sobre o seu casamento, se é que tens necessidade de compartilhar
teus desafios nessa área.
segunda-feira, novembro 13, 2023
POSSO EXIGIR DESCULPAS COMO CONDIÇÃO PARA PERDOAR?
quinta-feira, novembro 09, 2023
HAVIA TRÊS ÁRVORES NO JARDIM
segunda-feira, julho 31, 2023
SER USADO OU SE FAZER USADO?
sábado, julho 22, 2023
ESFORCEMO-NOS
terça-feira, julho 11, 2023
O QUE É "EM O NOME" DE JESUS?
terça-feira, julho 04, 2023
SANTIDADE HUMANA
quarta-feira, março 15, 2023
AJOELHADO OU FACE A FACE?
O SENHOR estende as mãos todos os dias a um povo rebelde (Is 65:2) e é justamente porque a carne do pecado é orgulhosa e desobediente que precisamos nos prostrar diante dEle, porém, o fato de precisarmos nos humilhar não significa que o SENHOR nos queira prostrados continuamente em sua presença.
Aliás, essa imposição para que os súditos se prostrem é uma característica do príncipe deste mundo (João 12:31) e não do Reis dos reis (Ap 19:16). Exemplos disso nós vemos na passagem em que o diabo diz a Jesus “tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt 4:9), na passagem em que o imperador Nabucodonosor decreta que qualquer que não se prostrasse diante dele, e não o adorasse, seria lançado dentro da fornalha de fogo ardente (Dn 3:11), e também na passagem em que o rei Assuero exige que todos se prostrem perante Hamã, seu ministro (Es 3:2).
Já o Eterno, o Criador do universo, “falava a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo” (Ex 33:11) e sobre Moisés diz a Escritura que “nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, com quem o SENHOR houvesse tratado face a face”.
É verdade que primeiramente Moisés subiu ao monte para receber as tábuas de pedra da aliança e ali permaneceu por quarenta dias e quarenta noites em jejum absoluto (Dt 9:9), e disse “prostrei-me perante o Senhor; aqueles quarenta dias e quarenta noites estive prostrado, porquanto o Senhor dissera que vos queria destruir” (Dt 9:25), o que indica que Moisés esteve prostrado muito mais para se humilhar em nome do povo rebelde do que em nome próprio.
Aliás, é disso que precisamos, ou seja, chegar à presença do SENHOR prostrados, adorá-Lo, dar nossa face ao que nos fere e nos fartar da afronta, pois é certo que o SENHOR não nos rejeitará (Lm 3:31).
Falar face a face é coisa de amigo, como se deu entre Moisés e o SENHOR, porém, YHWH nos quer fazer a todos como amigos, tanto que Jesus nos diz “já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo 15:15).
Jacó, quando recebeu a certeza da salvação, em Peniel, disse “tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva” (Gn 32:30) e Gideão também exclamou “Ah, Senhor DEUS, pois vi o anjo do SENHOR face a face”, quando viu subir fogo da penha e consumir a carne e os pães ázimos da oferta diante do Anjo do Senhor, uma provável teofania de Cristo (Jz 6:21-22).
Nem todo ato de se prostrar diante do SENHOR significa submissão à sua vontade, como vemos na passagem do jovem rico, que se ajoelhou diante de Jesus quando lhe convinha, mas deu as costas ao Mestre quando contrariado pela vontade do Pai (Mc 10:17-22). Balaão, torto de caráter, é o único de quem se diz que profetizou prostrado, mas de olhos abertos (Nm 24:16).
Devemos andar “perante a face do Senhor na terra dos viventes” (Sl 116:9) para que digam os moradores da terra que o SENHOR, que está no meio do seu povo, face a face lhes apareces (Nm 14:14), porém, isso não afasta os momentos em que reverentemente nos prostraremos, pois até “os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono” (Ap 4:10).
Por fim, observe que falar face a face aponta tanto para uma conversa de amigos, olho no olho e a certa distância, como também pode denotar a face do SENHOR bem próxima a face do homem, o que nos remete à nossa criação, quando “formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, soprou em suas narinas o fôlego da vida e o homem foi feito alma vivente” (Gn 2:7).
A comunhão de Adão com o SENHOR dava-se na viração do dia, quando o Senhor Deus passeava no jardim (Gn 3:8), porém, morto o espírito do homem pelo pecado, o contato passou a se dar intermediado pela morte em sacrifício. Como o filho da viúva Serepta, que morrera, somos trazidos de volta à vida quando a voz profética se estende sobre nós, face a face, e nos devolve o Espírito, o Fôlego de Vida (1 Rs 17:21).
Por fim, ainda que hoje vejamos essas coisas “por espelho, em enigma”, um dia “veremos face a face” e conheceremos o SENHOR também somos conhecidos (1 Co 13:12).
Prostremo-nos, adoremos o SENHOR
face a face e voltemos a nos prostrar.
quinta-feira, março 02, 2023
MAIOR É O QUE SERVE
terça-feira, novembro 22, 2022
PROFETA NÃO FICA EM CASA
Antes de criar o homem, YHWH revela o fato à Trindade (“façamos o homem”);
Antes de trazer o dilúvio, YHWH revela o fato a Noé;
Antes de originar um povo, YHWH revela o fato a Abraão (“far-te-ei uma grande nação”);
Antes de dar uma terra ao seu povo, YHWH revela o fato a Isaque (“a ti e à tua raça que darei todas estas terras”);
Antes de multiplicar o povo, YHWH revela o fato a Jacó (“seus descendentes serão como o pó da terra”);
Antes de levar o povo ao Egito, YHWH revela o fato em sonho a José;
Antes de conceder reis a Israel, YHWH revela os fatos a Samuel;
Antes de edificar um templo, YHWH revela o fato a Davi;
Antes dos inúmeros feitos de proteção, promoção e juízo à Israel, YHWH sempre revelou os fatos aos seus juízes e profetas;
Antes de João Batista ser concebido, YHWH revelou o fato a Zacarias;
Antes de Jesus ser concebido, YHWH revelou o fato a Maria e a José;
Antes de Jesus ser levantado como luz dos povos, YHWH revelou o fato a Simeão;
Antes de Jesus iniciar seu ministério, YHWH revelou o fato a João Batista;
Antes de Jesus ir à cruz e ressuscitar, YHWH revelou o fato aos discípulos de Jesus;
Antes de o evangelho ser pregado aos gentios, YHWH revelou o fato a Pedro;
Antes de estabelecer uma igreja no mundo romano, YHWH revelou o fato a Paulo;
Antes de Jesus retornar a Terra para trazer juízo e salvação, YHWH revelou o fato João;
Pois...
“Certamente o SENHOR Soberano não faz coisa alguma sem revelar o seu plano aos seus servos, os profetas” (Am 3:7)
Então, YHWH trabalha e antes dEle agir, sempre REVELA o que fará aos que seus servos que se movem no ofício profético.
Por isso o ofício profético é tão importante.
O dramático é que a credibilidade do ofício profético depende de não conhecermos o profeta, pois “um profeta é honrado em qualquer lugar menos na sua terra, entre o seus parentes e no meio da própria casa” (Mc 6:).
Portanto, aquele em quem há o dom profético de conhecer o que YHWH fez, como fez e como fará, este possivelmente é alguém que, quando estiver pronto, é enviado. Vide a vida de Moisés, que foi profeta na sua terra, aos seus parentes e na sua casa, porém, não sem antes ser “esquecido” de todos após ter passado 40 anos na terra de Midiã.
Profetas, preparem-se para serem enviados para longe de sua terra, seus parentes e sua casa.
segunda-feira, outubro 24, 2022
JEZABEL E O SELO REAL
terça-feira, setembro 27, 2022
CORAÇÃO EM GUERRA
segunda-feira, setembro 19, 2022
RESTITUIR PRA DESFRUTAR DO PERDÃO
segunda-feira, setembro 12, 2022
DEVO ORAR POR MIM?
sexta-feira, setembro 02, 2022
JESUS NO ÉDEN
segunda-feira, agosto 15, 2022
FAMÍLIA DA FÉ
A família biológica supre nossa necessidade de relacionamento afetivo, expressa parte de nosso amor filia e estabelece e reforça nossa identidade terrena. Já a família espiritual, que é a congregação dos irmãos, supre nossa necessidade de relacionamento espiritual, expressa parte de nosso amor filia, assim como nosso amor agape também, e estabelece e reforça nossa identidade celestial.
Cristo nos ensinou sobre isso nas passagens de Mateus 12:46-50 e Mc 3:31-35.
Os textos enfatizam que Maria, mãe de Jesus, bem como seus irmãos, vieram falar com Ele, porém, em vez de entrarem onde Jesus estava congregado com os irmãos da fé, eles pediram que Jesus saísse para falar com eles. A Bíblia não diz, ao final, se Jesus saiu para se encontrar com sua mãe e seus irmãos ou se estes entram pra falar com ele, porém, antes de atender sua família biológica, Jesus usa o fato para dar um ensino à sua família espiritual.
Jesus diz que sua mãe e seus irmãos – ou seja, sua família – era o conjunto daqueles que faziam a vontade do Pai Celestial. Quantos a sermos “irmãos” entre nós e irmãos de Cristo, isto é enfatizado em Rm 8:29, onde Jesus é chamado de primogênito entre muitos irmãos. Já quanto à “mãe”, ela é uma figura da Igreja, tanto que o Apóstolo Paulo fala aos Gálatas que Sara é a mãe da promessa (Hb 11:11), ou aliança, e que essa aliança é figurada pelo Monte Sião, a Jerusalém Celestial, que é “lá de cima, que “é livre” e que "é a nossa mãe” (Gl 4:26).
Por isso, quando Jesus fala que sua “mãe” é a que faz a vontade do YHWH, Ele está dizendo que o Novo Testamento, a Nova Aliança, a Nova Promessa, simbolizada na forma terrena do Monte Sião e na forma celestial da Jerusalém Celeste, é aquela que nos gera e nos ensina.
Quanto a nos gerar, disse o anjo Gabriel a Maria que “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus” (Lc 1:35) e, considerando que somos irmãos mais novos de Cristo, essa promessa se aplica a nós, ou seja, o ente santo que há de nascer em nós é chamado Filho de Deus, por isso, somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo.
Quanto a nos ensinar, O Espírito Santo certamente é nosso professor, todavia, ele nos ensina no seio da Igreja, tanto é que Provérbios 1:8-9 diz “meu filho, ouça o ensino de seu pai e não despreze a instrução de sua mãe”. Aqui eu lembro de Timóteo, que foi aconselhado por Paulo a permanecer no ensino das Sagradas Escrituras que havia aprendido desde a infância (2Tm 3:14-15), sendo que esta fé havia habitado primeiramente em sua avó Loide e em sua mãe Eunice (2 Tm 1:5), não por acaso, duas mulheres.
Por isso, em dadas situações, a nossa família celestial deve ter primazia sobre a família biológica.
Não é incomum, todavia, especialmente nos primeiros anos de fé, que venhamos desagradar nossa família biológica em razão da adoção da fé no Verdadeiro Jesus (I Jo 5:20) e, também, não é incomum experimentar o constrangimento, numa situação de necessidade, de não encontrar ajuda na igreja, porém, ter a mão estendida dos familiares (lembrando que também ocorre com muito frequência o contrário).
Esse fato pode nos levar a um
sofisma, o de que uma família “vale mais” do que a outra. Isso não é verdade,
pois devemos honrar cada qual com a honra devida (Rm 13:7), porém, o homem e a
mulher que deixa a sua parentela para formar um novo núcleo familiar devem,
juntos, se associar a outros núcleos familiares como família da fé e darem a
primazia das coisas espirituais à família espiritual, porém, sem faltar honra (Ef
6:2), assistência (I Tm 5:8), amor e comunhão aos familiares terrenos.