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quinta-feira, março 02, 2023

MAIOR É O QUE SERVE

Daniel é um personagem que aponta para o poder que YHWH decidiu exercer em meio ao governo dos homens enquanto aguardamos o governo do Filho do Homem. 

Esse é um poder sacerdotal na medida em que aquele que o exerce funciona como ponte entre os reis e o Rei dos reis. O Rei dos Céus fala por figuras em sonhos aos reis da terra e esses, intuindo a importância e gravidade da mensagem, buscam entre os homens quem possa revelar a mensagem do Rei dos Céus. 

Esse papel de revelar a mensagem dos Céus a Terra é o papel do sacerdote. Daniel exerce esse sacerdócio fundado no poder sobrenatural que YHWH lhe conferiu, principalmente no tocante a revelar os sonhos dados por Deus aos reis da Terra e no tocante à imunidade desse sacerdote. 

A imunidade de Daniel é demonstrada pelo modo como ele transita em segurança entre os perigos do exílio e das tramas do poder. Daniel, como cidadão de uma Israel, é exilado na Babilônia, como a Igreja que, gerada antes da fundação do mundo, vem a esse número para funcionar como pontífice entre Deus e os homens. 

O poder de Daniel foi reconhecido pelos reis da Terra, inclusive com a humilhação destes diante desse poder. Fica claro que caso YHWH quisesse tornar Daniel o imperador da Babilônia, Ele o teria feito, porém, o reino de Daniel "não era desse mundo". 

Isso nos mostra um tipo de ofício real e sacerdotal (apontando para Cristo) que devemos exercer em nosso contexto terreno. É verdade que fomos chamados a ser cabeça e não cauda, porém, não a cabeça desse mundo decaído, mas a cabeça de um Reino interior, que não vem com visível aparência e que busca conquistar o território mais importante da Terra (o coração dos homens) para YHWH. 

Os instrumentos do poder de Daniel são a espiritualidade sincera e zelosa, a santidade, a capacitação constante para o servir e uma certeza irremovível do seu exato lugar nesse mundo decaído, ou seja, o lugar de quem não veio para reinar sobre os decaídos, mas para preparar o terreno para a vinda do Rei dos reis. 

quarta-feira, fevereiro 03, 2021

O REINO PERPÉTUO

Ao orar o Pai "nosso" não devemos romantizar o pedido para que venha o Reino, pois isso significa a vontade do Pai sendo feita na terra do nosso coração em oposição à vontade da nossa carne. 

A chegada desse Reino se caracteriza por um desconforto, um confronto contra o que queremos, como que numa encruzilhada onde nosso livre arbítrio precisa decidir a cada segundo, de novo e de novo, entre seguir a própria vontade ou a vontade do Pai. 

Esse desconforto só acaba com fim da luta, apagando-se o Espírito e cauterizando-se a consciência ou morrendo-se pra si mesmo. Quem vencer instala o seu reino, seja o Espírito, seja a carne. 

A vontade do SENHOR só importa no seu presente, pois a vontade dele no seu passado já produziu o seu fruto, seja um galardão ou uma derrota, essa já cravada na cruz. 

Por outro lado, a vontade dele no futuro vai depender da decisão lá exercitada. Não dá para decidir pela vontade de Deus a priori, pois enquanto você estiver na carne, ela vai se opor ao Espírito. 

As juras de amor eterno ao SENHOR servem para nos comprometer e nos estimular, mas só "o dia que se chama hoje" revelará a vitória da carne ou do Espírito. Quem ficar de pé deve cuidar para não cair e quem cair deve se agarrar na graça para se levantar. E isto a cada minuto, pois é possível ter uma revelação do Espírito num minuto e dizer uma bobagem da carne no minuto seguinte.

O conjunto de condutas realizadas segundo a vontade do Pai produz uma disciplina que gera frutos lícitos como "amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio" (Gl 5:22-23).

Uma árvore se conhece pelos frutos, logo, a presença desses frutos do Espírito nos fazem negar o que somos para nos parecermos com outro alguém, que é Cristo, cumprindo-se a partir daí o nosso propósito nesta Terra.

Que venha o Reino, a cada segundo!