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quarta-feira, fevereiro 03, 2021

O REINO PERPÉTUO

Ao orar o Pai "nosso" não devemos romantizar o pedido para que venha o Reino, pois isso significa a vontade do Pai sendo feita na terra do nosso coração em oposição à vontade da nossa carne. 

A chegada desse Reino se caracteriza por um desconforto, um confronto contra o que queremos, como que numa encruzilhada onde nosso livre arbítrio precisa decidir a cada segundo, de novo e de novo, entre seguir a própria vontade ou a vontade do Pai. 

Esse desconforto só acaba com fim da luta, apagando-se o Espírito e cauterizando-se a consciência ou morrendo-se pra si mesmo. Quem vencer instala o seu reino, seja o Espírito, seja a carne. 

A vontade do SENHOR só importa no seu presente, pois a vontade dele no seu passado já produziu o seu fruto, seja um galardão ou uma derrota, essa já cravada na cruz. 

Por outro lado, a vontade dele no futuro vai depender da decisão lá exercitada. Não dá para decidir pela vontade de Deus a priori, pois enquanto você estiver na carne, ela vai se opor ao Espírito. 

As juras de amor eterno ao SENHOR servem para nos comprometer e nos estimular, mas só "o dia que se chama hoje" revelará a vitória da carne ou do Espírito. Quem ficar de pé deve cuidar para não cair e quem cair deve se agarrar na graça para se levantar. E isto a cada minuto, pois é possível ter uma revelação do Espírito num minuto e dizer uma bobagem da carne no minuto seguinte.

O conjunto de condutas realizadas segundo a vontade do Pai produz uma disciplina que gera frutos lícitos como "amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio" (Gl 5:22-23).

Uma árvore se conhece pelos frutos, logo, a presença desses frutos do Espírito nos fazem negar o que somos para nos parecermos com outro alguém, que é Cristo, cumprindo-se a partir daí o nosso propósito nesta Terra.

Que venha o Reino, a cada segundo! 

domingo, janeiro 17, 2021

DE PORTAS FECHADAS

No sermão do monte JESUS ensinou seus discípulos sobre a oração (Mt 6:5-15) repreendendo um modelo então vigente e indicando um modelo segundo o seu ensino.

O modelo repreendido é caracterizado por uma oração pública teatralizada e que repete necessidades humanas na esperança de recebê-las pelo esforço repetitivo. A recompensa desse tipo de oração é unicamente o reconhecimento dos que assistem a performance teatral, sem nada receber de Deus.

No modelo celestial JESUS apontou um quarto de portas fechadas, mesmo que Ele orasse em montes ou jardins. Creio que isso se relaciona com Cantares 5:2-5, onde o Amado bate à porta do quarto da Noiva. JESUS diz aos discípulos que eles deveriam orar ao Pai em secreto e que o Pai em secreto iria  recompensá-los. 

Creio que a recompensa de quem clama ao Pai no quarto secreto é ser revestido do Noivo. Isso é reforçado pelo fato de que nesse tipo de oração (privada) não devemos nos deter em declinar nossas necessidades já conhecidas de antemão pelo Pai, mas somente pedir por aquele que nos basta, o Noivo.

É por isso que devemos iniciar proclamando a santidade do nome do SENHOR, que é o nome de seu filho, JESUS, e pedindo o reino que acompanha o Rei onde Ele vai, pois é Rei dos reis. Se vem a Terra, aqui deve-se fazer sua vontade, pois o príncipe desse mundo lhe é sujeito. 

É tão verdadeiro que JESUS é a recompensa dessa oração de portas fechadas, que dos quatro pedidos dessa oração, dois são para que venha JESUS - venha o Reino e dá-nos o Pão do Céu -, e outros dois pedidos dele dependem, que é o perdão segundo alguém mortificado e a defesa contra o mal, que depende de estarmos nkele. 

Por isso, o que JESUS nos ensina no sermão do monte quanto a oração é que deve ser uma comunhão íntima com Ele, que é tudo o que precisamos e fonte de toda suficiência e recompensa.