terça-feira, junho 10, 2008

VERDADEIRA SUBMISSÃO


Tempo depois de o povo ser liberto do Egito DEUS entendeu que era hora de o povo ser levado à terra que havia sido preparada para eles. O arraial estava acampado em Cades Barnéia (Nm 13) e Deus deu uma ordem a Moisés para que uma comitiva de doze homens fosse espiar a terra de Canaã.

Deus poderia ter preservado a terra de Canaã livre de ocupação pelos quatrocentos anos em que o seu povo se multiplicou no Egito, mas isto pouparia o povo da guerra para conquistar a terra e, por conseguinte, da glória da vitória, que é o grande propósito de Deus para os homens, ou seja, o restabelecimento da glória do PAI, contestada pelo diabo, a partir da vitória dos filhos de DEUS sobre ele.

DEUS pretendia que o povo verificasse a terra, fizesse planos para ocupa-la e, por fim, executasse estes planos tomando posse da terra e glorificando a DEUS pela construção de um povo que fosse a expressão de sua glória.

O povo e alguns da liderança, no entanto, só conseguiam enxergar os riscos de ocupar uma terra na qual viviam gigantes (Nm 13:27-33). Eles sabiam que serviam a um DEUS poderoso e tinham visto as maravilhas que DEUS estava disposto a fazer para abençoa-los e para cumprir Seus propósitos, no entanto, não conseguiam acreditar que teriam vitória na conquista da terra.

A dificuldade de crer que DEUS nos abençoará e nos dará vitória decorre da incredulidade e esta advém, por sua vez, de um coração endurecido (Hb 3:7-19).

Endurecer o coração do homem e tomá-lo de incredulidade é uma tarefa do inimigo de DEUS que vê nisto a chance de continuar ocupando a terra prometida e impedir que DEUS seja glorificado. Satanás não consegue se conformar pelo fato de que DEUS deu seu único filho para salvar os homens, mas não socorreu a ele e aos demais anjos decaídos (Hb 2:16).

Caso o homem não esteja vigiando seu próprio coração e buscando crescente e incessante comunhão com DEUS o diabo pode conseguir sugestionar o perverso coração humano e endurecê-lo para que ele seja tomado de incredulidade.

A prova de que isto já estava acontecendo com o povo de Israel quando estes chegaram a Cades Barnéia é que tanto os do povo como alguns da liderança já haviam murmurado (Nm 11 e 12). Quando tiveram diante de si o desafio de guerrear para ocupar a terra de Canaã murmuraram contra Moisés e contra Arão (Nm 14:2).

É preciso entender, neste momento, a linguagem verbal e a não-verbal envolvida no episódio. Verbalmente os murmuradores poderiam estar levantando algum pleito aparentemente justo e questionando dificuldades pelas quais estavam passando e limitações de sua liderança, mas na linguagem não verbal eles estavam dizendo, por dentro, em seus corações, o seguinte: “não queremos nos arriscar”, “vai ser difícil lutar”, “tenho medo de perder”, “não quero enfrentar gigantes”!

O povo já tinha tido experiências com murmuração no passado. Em Números 11:1 diz que o povo queixou-se aos ouvidos do SENHOR e que a ira dEle se acendeu e os consumiu no arraial. Depois desta dura lição o povo padeceu novamente a espera em Hazerote, até que Miriã fosse disciplinada com lepra por sete dias (Nm 12:15).

Quando o povo foi confrontado com a necessidade de mudar de escravos para guerreiros, para que houvesse a conquista da terra (Nm 13), os de coração endurecido acabaram murmurando novamente, mas desta vez tomaram o cuidado de não falar diretamente aos ouvidos do SENHOR. Eles murmuraram contra Moisés e Arão, porém, DEUS entendeu aquela murmuração como sendo contra Ele mesmo, como se vê em Números 14:27.

Isto acontece porque DEUS não só está atento às palavras que saem de nossa boca, mas também a linguagem não-verbal que sai de nosso coração e que somente DEUS ouve (Jr 17:9-10).

Assim, não adianta “tomar o cuidado” de não murmurar contra DEUS e sim contra seus líderes, pois se isto é diferente do ponto de vista humano, é pior do ponto de vista divino, tanto que quando o povo murmurou contra DEUS este os repreendeu imediatamente, mas preservou a maioria do povo; mas quando a murmuração se deu contra Moisés e contra Arão, DEUS quis consumir o povo todo e isto só não aconteceu porque Moisés interviu (Nm 14:12-15).

Quando o ESPÍRITO SANTO me falou todas estas coisas que ora escrevo, me convenci, mais uma vez, que tanto eu como alguns que conheço precisavam se arrepender da murmuração interior e enfrentar as mudanças, todavia, disse em meu interior o seguinte: – Tudo bem, mas como é difícil ser sujeito a líderes que aos meus olhos são, nalgumas coisas, despreparados, arrogantes, violentos no falar e, às vezes, ignorantes.

O ESPÍRITO SANTO, em sua docilidade, seu amor incondicional, seu consolo e seu ensino me disse que Moisés era exatamente tudo isto, como a Bíblia expressamente menciona em Êxodo 4:11. Lá Moisés admite perante Deus o que possivelmente não admitia diante de ninguém, ou seja, que era pesado de língua. Em palavras mais simples, Moisés era grosso mesmo. E ele não só era grosso como também violento, tanto que matou um homem e escondeu o corpo (Ex 2:12).

Para que Moisés viesse a se tornar o homem mais manso de seu tempo (Nm 12:3) DEUS teve de ensina-lo o que haveria de falar (Ex 4:12). Este ensino demorou, certamente, e durante o aprendizado Moisés deve ter deixado muita gente chateada com suas limitações, o que, todavia, nunca interrompeu o ministério que DEUS tinha pra ele. Ignorante ou não, Moisés era o líder e DEUS exigia submissão à autoridade deste líder, tanto de seu povo, como de Faraó.

No tempo em que tais coisas aconteceram havia um só templo itinerante, uma só terra de Canaã a ser conquistada, um só povo indiviso e um só líder, Moisés, com seus juízes (Ex 18:21-27); mas hoje, no tempo da aliança no sangue de CRISTO, cada um de nós é um templo, cada um tem uma Canaã a conquistar, somos um povo de todas as tribos, línguas e nações e temos milhões de Moisés e de juízes sobre nós, que são os nossos líderes na Igreja.

Estas pessoas não são perfeitas, como Moisés também não era, mas as direções que elas traçam devem ser seguidas, pois são dadas por DEUS como estratégia para conquistarmos a terra prometida.

E quando tais direções não forem dadas por DEUS, mas forem fruto da inexperiência e das imperfeições da alma do líder, o que fazer?

Quando alguma direção for flagrantemente contrária a Palavra de DEUS é porque Ele não deu tal direção ao líder. Neste caso, sendo contrária a Palavra, o liderado precisará apontar a Palavra como direção e isto por si só deverá demover o líder de seu erro e faze-lo retornar ao caminho da liderança segundo o SENHOR.

Se isto não ocorrer, é melhor o liderado pedir a benção para continuar a caminhada sob o cajado de outro Moisés, uma vez que, como já foi dito, são inúmeros os líderes no tempo na Igreja.

O problema está em reconhecer quando uma direção é flagrantemente contrária a Palavra de DEUS. Só a profunda comunhão obtida pela oração com jejum – para anular a força da alma – é que poderá revelar ao coração do homem a vontade de DEUS pra ele num dado caso concreto. Não devemos esquecer que se o líder pode estar suscetível ao comando de sua alma, muito mais o liderado está sujeito à mesma suscetibilidade. É muito mais comum um liderado estar sendo enganado por seu próprio coração do que um líder, muito embora isto possa acontecer tanto com um, como com o outro.

Quando, porém, a direção parece não ser a ideal, mas não é flagrantemente contrária a palavra, ou seja, ela não é a mais correta segundo o entendimento do liderado, mas também não é contrária a Palavra de DEUS, penso que a direção deve ser seguida tantas vezes quantas sejam necessárias para constranger o líder pelo amor. Uma das formas de amar é caminhar com alguém mesmo que esta pessoa esteja na direção errada. Jesus nos ensinou isto caminhando na direção errada com dois dos discípulos, por quase onze quilômetros, até que a visão de ambos se desembaraçasse (Lc 24:32). Pode ser preciso caminhar com o líder no caminho que este considera correto – ainda que não seja o ideal –, e isto até que ele compreenda o equívoco e volte para Jerusalém, totalmente convicto.

Por fim, submissão é não murmurar, é admitir que o líder não é infalível, mas admitir que todos somos falíveis, que alguém há de liderar a maioria e que a escolha cabe a DEUS e não aos homens. Submissão é cobrir a nudez do líder se ela ocorrer, como fizeram Sem e Jafé na ocasião em que Noé, o escolhido de DEUS, pecou. Submissão é orar pelo líder, é pedir que DEUS trabalhe moldando suas imperfeições e é apontar-lhe a Palavra sempre que, tendo a certeza de estar andando no espírito, for esta a direção mais acertada.

Por fim, submissão é uma prática e não um discurso, portanto, que DEUS, em sua infinita misericórdia, tenho paciência conosco e nos leve a nos apegar com firmeza a estas verdades já conhecidas (Hb 2:1) e a converter em ações tudo quanto agora o ESPÍRITO SANTO nos ensina em palavra.

Amém.

Obs.: Não deixe de meditar nos versículos citados.


terça-feira, fevereiro 19, 2008

Expandindo Limites

Alguns cristãos se perguntam porque não conseguem viver uma vida abundante e porque ainda estão tão inclinados a errar o alvo.

Penso que o Espírito Santo me disse algo nesta manhã sobre este assunto.

Quando Jesus foi perguntado por um doutor na lei sobre qual era o grande mandamento (Mt 22:36), Ele expôs o que seriam os dois mais importantes mandamentos. O primeiro é amar a DEUS de todo o coração, alma e pensamento e o segundo amar ao próximo como a si mesmo.

Por outro lado, vemos na carta de Tiago (1:14) que o homem é tentado por sua própria concupiscência interior, que o atrai e seduz e vemos no Evangelho de Lucas (6:45) que “o homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal” e em Marcos 7:21 que “do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios”.

Aqui se estabelece um contra-senso. O homem deve amar a DEUS de todo o seu coração, mas de dentro deste mesmo coração saem toda sorte de malignidades. Se o coração de um homem emana maus pensamentos, adultérios, prostituições e homicídios, é óbvio que tal homem não ama a DEUS de todo o coração. Parte do coração ama a DEUS e parte do coração ama as obras das trevas.

Este homem tem o coração dividido, como o coração do povo de Israel que foi descrito em Oséias 10: 1 a 3:

1 ISRAEL é uma vide estéril que dá fruto para si mesmo; conforme a abundância do seu fruto, multiplicou também os altares; conforme a bondade da sua terra, assim, fizeram boas as estátuas.
2 O seu coração está dividido, por isso serão culpados; o SENHOR demolirá os seus altares, e destruirá as suas estátuas.
3 Certamente agora dirão: Não temos rei, porque não tememos ao SENHOR; e o rei, que faria por nós?

O coração dividido é nota de culpa para o homem e é causa de esterilidade na vida do cristão. A esterilidade atinge todos os aspectos da vida do homem que a ela está sujeito.

Portanto, voltando ao início deste texto, concluímos que a causa de tantos não desfrutarem da abundância do SENHOR é a esterilidade e a causa desta última é o coração dividido do homem, que ama ao SENHOR, mas não de acordo com o mais importante e todo inclusivo mandamento da Palavra de Deus, que é amá-lo de todo o coração.

Para romper com este ciclo vicioso e passar a agradar a DEUS e desfrutar de suas promessas é preciso limpar o coração (Tg 4:8) de todo interesse pelas obras infrutíferas das trevas, devotando todo o coração ao SENHOR.

A pergunta é: como fazer isso?

Há quem já tenha tentado de tudo ao seu alcance para limpar o coração e ainda assim continua vendo em sua vida as mesmas obras, como Paulo, que via em seus membros um comportamento ao inverso do que ele cria e desejava em seu homem interior (Rm 7:23).

O SENHOR falou-me quanto ao ser limpo, que não é o homem que se limpa para entrar na presença de DEUS, mas é o SENHOR que limpa o homem de sua imundícia, como em Lucas 5:12 e13:

12 E aconteceu que, quando estava numa daquelas cidades, eis que um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto, e rogou-lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me.
13 E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele.

Porém, se é DEUS quem nos limpa e se Ele quer nos ver limpos e com alvas vestes em sua presença, porque é que Ele não nos limpa a todos imediatamente e no momento que nos convertemos? Porque DEUS parece nos limpar de alguns pecados e de outros não e porque somos libertos da prática de determinados pecados imediatamente enquanto que outras práticas parecem resistir por longo tempo em nossas vidas?

A resposta, sem dúvida, está na reciprocidade. A reciprocidade de Deus é a garantia de que teremos sempre respeitada a nossa condição de seres feitos a imagem e semelhança de dEle. É que DEUS nos fez como Ele, com livre arbítrio, podendo decidir o que vamos receber e que não vamos receber de nosso entorno. Se DEUS intervisse na vida do homem para fazer nele aquilo pelo qual o homem não pagou preço algum e nem sequer decidiu verdadeiramente que deseja, então DEUS terá invalidado na vida deste homem o seu livre arbítrio e teria feito deste homem alguém distinto de Si mesmo, rompendo com a semelhança entre o Criador e a criatura humana.

DEUS é, para conosco, recíproco. Isto significa que embora Ele possa fazer qualquer coisa, fará todas as coisas em nossa vida na proporção direta de nossa busca e de nosso desejo ardente.

É aí que entram os limites e o nosso dever de removê-los.

A Bíblia diz que nosso coração é uma terra (Mt 13:19) e se emana desta terra tanto o amor a DEUS como o amor pelas coisas terrenas é porque esta terra está dividida e há um limite entre a parte que se devota a DEUS e a parte que presta culto às coisas do mundo.

Este limite precisa ser removido e o território que ainda não ama a DEUS precisa ser conquistado, para que tal homem ama a DEUS de todo o coração.

Quais são, pois, objetivamente, estes limites?

Penso que os limites que precisam ser removidos são os limites que nos impomos na oração, no jejum, na adoração, nos votos, nas ofertas, no estudo e meditação da Palavra, no serviço (amor prático) em prol de nossos irmãos, na intercessão pelos perdidos, no esforço para demonstrarmos de forma prática a fé que professamos, etc.

Pergunte-se agora qual foi o maior tempo que Você passou orando ou jejuando. Independente da resposta, é fato, e Você concordará, que se tivesse orado mais e jejuado mais teria obtido respostas mais eficazes do Céu. Se todos concordamos que devemos orar e jejuar mais, porque não o fazemos?

A resposta é porque nós nos impomos limites. A carne, ou seja, o corpo e a alma insubmissos, impõe ao nosso ser um limite às atividades espirituais como que dizendo: “nós só agüentamos até aqui...”.

É preciso desafiar estes limites!

Precisamos fazer o que nunca foi feito, orar como nunca oramos, jejuar como nunca jejuamos, meditar como nunca meditamos, servir como nunca servimos, para que venhamos obter do SENHOR, pela sua reciprocidade, uma mudança interior que até aqui nunca vivenciamos.

É preciso se perguntar quais os nossos limites espirituais e é preciso programar (e cumprir) um cronograma de desafios a estes limites.

O leproso de Lucas 5: 12 e 13 rompeu com um limite pessoal ao se prostrar diante de JESUS, ao crer que Ele poderia libertar-lhe da lepra e a rogar a JESUS.

Quais sãos os seus limites? Que restrições Você permitiu que a sua carne impusesse à sua busca espiritual?

Se Você já sabe quais são estes limites, desafie-os. Expanda seus limites!

quarta-feira, agosto 16, 2006

MARATONA DE ORAÇÃO

A sociedade em que vivemos moldou o hábito, já bem arraigado, de agir em tudo com brevidade. Símbolo máximo desta tendência é o fast food, ou comida rápida, onde o homem submete uma necessidade vital, o alimentar-se, à um tempo insuficiente, a fim de tornar “produtivo” o tempo que deveria utilizar para a alimentação.

É assim em relação ao pão natural e não é diferente em relação ao pão espiritual. Jesus é o Pão da Vida o qual é nosso alimento espiritual e de quem depende toda a nossa eternidade. O tempo que passamos em oração, com Deus, alimentando-nos do Pão da Vida, é um indicativo de como anda nossa vida espiritual.

É comum escutar durante uma pregação na igreja ou mesmo durante um culto de oração um pastor dizendo “vamos pregar uma palavra rapidamente” ou então orações brevíssimas, que justamente por serem breves demais acabam por não desatar o fardo da oração que nos é delegado pelo Espírito Santo.

Imagine alguém que marcou uma audiência com um Governador e que uma vez diante da autoridade passe a expor sua necessidade no modo “relâmpago”, ao final levantando e deixando a autoridade para trás, como se fosse uma estátua muda. Aliás, penso mesmo que tais orações relâmpago tem origem na idolatria, donde se ora para ídolos mudos.

Quem procede assim certamente não há de receber nada do Governador. É preciso entrar na presença do governante, reconhecer sua autoridade, ser específico no pedido, justificar sua procedência e sensibilizar a autoridade quanto a necessidade de que seja atendido o pedido. Não se pode fazer isto no modo “relâmpago”.

Ademais, é preciso estar preparado para a interação com a autoridade, para ser argüido, para ter os intentos mudados, para se deixar levar pelos argumentos da autoridade. Quando oramos é preciso estar sensível ao Espírito Santo para que este exponha a motivação de nosso coração ao orarmos, para que o Espírito Santo interceda por nós ao Pai, de variadas formas, mas até mesmo com gemidos inexprimíveis, o que certamente não se fará numa oração rápida.

A Bíblia nos mostra alguns exemplos de orações que foram atendidas justamente porque quem orava se demorou na presença de Deus. Assim a história de Ana, mulher de Alcana, que por ter se demorado na presença do SENHOR chamou a atenção do Sacerdote que a abençoou, vindo Ana, posteriormente, ser atendida por Deus que lhe deu um filho, aliás, lhe deu sete filhos (I Sm 1:9-20).

Temos o exemplo daqueles que, por estarem orando, ou seja, durante a oração, Deus os atendeu ou fez algo milagroso naquele momento. Assim Jô teve a sorte mudada no momento em que orava pelos seus amigos (Jô 42:10) e Daniel recebeu a visita do Anjo do Senhor enquanto orava (Dn 9:20-23). Se estes homens tivessem levado suas aspirações a Deus no modo “relâmpago” não teriam vivido as experiências que viveram e talvez nem tivessem sido atendidos.

Em Lc 9:29 vemos que a aparência do rosto de Jesus se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura justamente no momento em que Ele estava orando. Também o sobrenatural acontecimento de suar sangue ocorreu a Jesus quando Ele orava (Lc 22:44). Paulo, quando recebeu de Deus o comissionamento para pregar aos gentios, experimentou um êxtase e teve uma visão bem quando orava (At 22:17). O próprio batismo no Espírito Santo e o primeiro avivamento ocorreram aos que se achavam orando (At 2).

Em Mt 26:40 o próprio Jesus cobrou de seus discípulos um tempo de oração igual ou maior a uma hora. Jesus não cobrou que orassem de mãos dadas, que orassem no templo, que orassem por algo específico, que orassem em concordância ou que orassem com eloqüência, mas que orassem no mínimo uma hora! Isto nos indica algo muito importante: que qualidade de oração pode sim estar relacionada a tempo de oração.

Lembro-me particularmente do testemunho de uma missionária chilena que há alguns anos orou trinta dias, várias horas por dia, por um menino todo deformado de nascença e que Deus atendeu sua oração moldando o corpo do menino instantaneamente nos braços desta mulher. Ela conta que em alguns momentos a fadiga impedia que ela orasse algo “útil” ao Senhor e que então ela, num ato extremo, chegava a ler para o Senhor o que ela encontrava no jornal, mas não deixa a presença de Deus em oração sem ter dado cabo das horas a que havia se comprometido.

Por isso tudo considero que a quantidade de oração precisa ser resgatada como condição para uma qualidade de oração. Para usar um exemplo usado pelo autor de Hebreus, devemos ser como o maratonista que corre sua carreira. Devemos fazer nossas maratonas da oração, onde ao iniciarmos a orar já sabemos que permaneceremos um tempo na presença de Deus e que dali por diante muito poderá acontecer conosco, que Deus irá falar-nos de muitas maneiras e que não abandonaremos a corrida antes do fim.
Como o maratonista, poderemos sentir a fadiga e o tempo sem dúvida passará, para nós, mais devagar do que para os que não estiverem na maratona, no entanto, só os que correm a carreira é que cruzam a linha de chegada dos vencedores e sobem ao pódio para receber, do Rei, a coroa da vitória.

terça-feira, maio 02, 2006

PROGRAMAÇÃO


A automação nos possibilitou passar às máquinas uma série de tarefas que dantes eram humanas e a informática nos possibilitou programar com exatidão a realização destas tarefas por parte das máquinas. Assim, há tarefas que eram executadas diretamente por seres humanos, há apenas uma ou duas gerações, e que hoje são executadas com precisão por máquinas de última geração.


Isto nos traz certa apreensão e nos incita a pensar que também podemos nos programar para realizar, com exatidão, as tarefas que máquina alguma fará por nós. Tendemos imaginar que aquelas boas práticas e todas aquelas tarefas indispensáveis à nossa boa convivência podem ser programadas em nós, de maneira que não precisemos decidir, a cada nova oportunidade, de executamos ou não a tarefa. Tendemos imaginar que podemos programar roboticamente todas as boas práticas de vida e ver em nós, diariamente, a realização automática desta programação.

Não é assim que funcionamos. Na verdade, não “funcionamos” na acepção da palavra, pois aquilo que funciona é porque recebeu uma função e não delibera por si mesmo, como uma máquina, que decorrente de seu projeto, está fadada a realizar uma dada função.

Somos seres dotados de decisão. A cada momento precisamos decidir entre mais de uma opção. Dentre estas opções, muitas vezes, está à opção que infringe o querer de Deus para nós, suas criaturas. Quando oramos “não nos deixa cair em tentação” não estamos pedindo que Deus substitua nosso poder decisório por sua vontade, como se fossemos divinamente teleguiados, mas estamos pedindo a Deus que gere circunstâncias capazes de nos afastar dos cenários típicos do pecado que nos assedia.

Às vezes somos tentados a pensar: “Como seria bom se eu pudesse me programar para dormir todos os dias num mesmo horário, para comer somente o indispensável, para me alimentar somente do que é saudável, para ter meu devocional com Deus, para investir em relacionamentos que agradam a Deus, para colaborar com minha comunidade, etc”. No entanto, se pudéssemos nos programar, como fazemos com nosso despertador, não seríamos humanos, não seríamos feitos à imagem e semelhança do Criador. O fato de não precisarmos responder a tais estímulos, nem mesmo aos estímulos decorrentes dos instintos animais, é um dos elementos que nos caracteriza como seres que transcendem a natureza animal.

Em, síntese, não somos programáveis. Há que fale em programação neurolinguística ou outras programações destinadas ao cérebro humano. A realidade é que podemos aprender e este aprendizado pode pavimentar o caminho da mudança, no entanto, não podemos nos programar para ficarmos inexoravelmente vinculados a uma dada prática periódica. Por mais que aprendamos, por exemplo, que exercícios físicos são indispensáveis à uma vida saudável, ainda assim não podemos gerar em nós uma programação que, diariamente, sempre no mesmo horário, nos coaja a vestir uma malha de ginástica e nos impulsione aos exercícios físicos. Por mais que os ensinamentos quanto aos benefícios dos exercícios físicos possam impregnar nossa visão sobre o tema, ainda assim manteremos, sempre, a disposição sobre o nosso ser, escolhendo se vamos ou não vamos nos exercitar.

O mesmo não acontece com o pecado em nós. Este é rigorosamente programado para violar – todos os dias de nossa vida terrena – a norma que se imponha a nós como agradável a Deus. Seja lá o que for que venhamos a adotar como norma, seja a aquela que claramente emane do texto das Escrituras Sagradas, seja aquela que provenha de votos feitos à Deus, sempre a cobiça de nosso interior corrompido irá buscar uma maneira de transgredir, apoiada em nossos sentimentos, vontade egoística e racionalização.

É uma briga desigual. Enquanto não podemos nos programar para fazer o bem, pois não podemos nos obrigar permanentemente a obedecer a um comando dado anteriormente, o pecado em nós é justamente uma programação de violar toda a qualquer noção de “certo” que venhamos ter. Isto nos leva a uma única solução: a morte. A única maneira de viver sem transgredir o certo, aposto em nosso espírito pelo Espírito Santo, é providenciar a morte desta natureza humana decaída que consiste o nosso ser. No entanto, se esta morte representasse o fim da existência terrena não poderíamos chamar isto de solução, pois a solução pressupõe um meio de superar uma dificuldade para continuidade da vida. Se uma medida visa à morte é porque não houve solução para o problema. Assim, é preciso morrer e continuar vivo.

Morrer e continuar vivo é algo que só o Cristianismo explica. O morrer aqui é tomado no sentido de mortificar, ou seja, aplicar o estado de morto ao que em verdade vive. Para mortificar o corpo é preciso, em primeiro lugar, crer que a morte de Cristo na cruz levou consigo a minha vida terrena e animal e que a vida que ora pulsa em mim e que sustém o meu corpo é uma vida sobrenatural, que advém do Espírito Santo, que ressuscitou a Jesus Cristo dentre os mortos. Ou seja, com Ele morremos em sua morte e com Ele ressuscitamos em sua ressurreição. A mente pode não acompanhar esta dicção, questionando-se como pode alguém estar vivo com a vida de Cristo e não a sua após aceitar o sacrifício da cruz, se visivelmente nada ocorre de diferente com aquele aceita tal sacrifício para si. Se a mente tivesse domínio sobre todos os elementos que compõe o milagre da salvação humana, tal salvação não seria uma obra de fé. O que faz com que sejamos salvos por fé é justamente o fato de que aceitarmos como verdadeiro algo que não é comprovável.

Portanto, não podemos nos programar para executar diariamente um conjunto de tarefas que entendemos ser o ideal para uma vida regrada por princípios e valores extraídos da Palavra de Deus e não podemos evitar o fato de que nosso interior está programado para gerar em nós, diariamente, uma cobiça por tudo o que é errado. Assim, só nos resta mortificar esta natureza decaída, com fé no caráter remitente da obra da cruz e cooperando com esta fé a nossa diligência em fazer, diariamente, tudo aquilo que enfraquece nossa natureza humana-decaída, dando oportunidade ao Espírito Santo de militar contra nossa carne e nos fortalecer em espírito, pois a Palavra de Deus nos garante que se vivermos em espírito, de maneira nenhuma iremos satisfazer as concupiscências da carne.

Esta diligência não pode ser programada, ela é fruto de decisão tomada caso a caso, momento a momento, e só é exitosa ao estarmos em comunhão com o Espírito Santo de Deus. Se nos afastamos desta comunhão, pelos afazeres deste século (ainda que não sejam pecaminosos em si mesmos estes afazeres) tendemos a obedecer à outra programação, a do pecado em nós. Importa, portanto, que vivamos crendo na obra salvadora do calvário, diligentemente buscando a presença de Deus pela oração, pelo estudo e meditação na Palavra, pela reunião com Seu Corpo – a igreja (nos cultos, celebrações e na comunhão íntima com os irmãos) – por jejuns e pelo trabalho servil em relação àqueles que têm necessidades prementes a serem supridas e que encontram, em nós, o agir de Deus em seu favor
.

sábado, abril 29, 2006

Tentação não se Enfrenta

A Bíblia é repleta de exemplos de coragem dos homens de Deus e a covardia é algo repelido pelo cristão, já que Deus não nos dá espírito de covardia, mas de poder, amor e moderação (2 Tm 1:7). A valentia de enfrentar as situações é imprescindível quando tratamos com circunstâncias externas que nos desafiam e testam nossa fé, mas não quando tratamos com a tentação.

A tentação, como é dito em Tg 1:14, é fruto de nossa própria cobiça que nos atrai e seduz. Não se trata de um inimigo externo e sim de uma ameaça que brota dentro de nós, alimentada por uma distração qualquer em relação aos nossos valores.

Todos são tentados. Há aqueles que oram para não ser tentados, porém, isto é uma oração inútil, pois ser tentado é parte do nosso crescimento espiritual. Só quando somos tentados – e resistimos à tentação – nos parecemos mais com Cristo e subimos espiritualmente, rumo à estatura do Varão Perfeito, que é Jesus.

O remédio preventivo para a tentação está em Lc 22:46 onde Jesus diz: Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação. Orar nos impede de cair nas tentações e não de sermos tentados. Aliás, na oração que Jesus ensinou aos seus discípulos ele disse que deveríamos pedir ao Pai para não cairmos em tentações e não para não sermos tentados.

A oração vai impingir espiritualidade ao nosso ser e reter o nível de carnalidade que favorece a sedução do pecado. Mesmo assim, precisamos de uma atitude prática em relação à tentação, que é fugir dela. Na carta aos Coríntios, tanto no capítulo 6:18 como no capítulo 10:14 a recomendação em relação aos pecados da impureza e da idolatria (intimamente ligado à impureza) é a mesma: fugir. Também em Eclesiastes 7:26 diz: Achei coisa mais amarga do que a morte: a mulher cujo coração são redes e laços e cujas mãos são grilhões; quem for bom diante de Deus fugirá dela, mas o pecador virá a ser seu prisioneiro.

Outra passagem bíblica que confirma o fato de que diante da tentação devemos fugir é 1 Co 10:13 que diz: Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar. O livramento de que fala Paulo não é outro senão o escape, o caminho da fuga. A palavra grega que é traduzida como “livramento” é ekbasis, que significa também caminho para fora, saída. O Léxico Grego de Strong menciona quanto a esta palavra o seguinte: “aplicado figurativamente para o caminho de escape da tentação”.

Como se vê, Deus nos incentiva a orar para não cair em tentação e promete que não seremos tentados acima do que podemos suportar, e que a cada tentação teremos sempre um caminho de fuga para não cair.

O problema é que muitas vezes não desejamos fugir e quanto mais esperamos para tomar a decisão de fuga, mais difícil fica pra fugir. A fuga precisa ser decidida e executada no momento em que vemos o cenário do pecado nos cercando. É ali que precisamos fazer como José, que fugiu de diante da mulher de seu senhor – que queria agarrá-lo – mesmo que para isto tenhamos que perder alguma coisa, como José, que perdeu suas roupas, que ficaram em mãos da mulher de seu senhor. Imagine se José resolvesse administrar a situação da tentação; se resolvesse sentar e conversar pra fazer sua ama entender que ele não podia deitar-se com ela. Certamente José não teria resistido à sua própria cobiça, pois sendo jovem e solteiro e a mulher de seu senhor bela e atraída por ele, certamente que José também tinha que lutar contra o desejo de possuí-la.

José não “administrou” a situação, ele agiu imediatamente fugindo da situação de tentação. Para poder fugir José perdeu suas roupas. Foi o preço para se manter fiel ao Senhor, fidelidade esta que foi recompensada depois, quando virou o homem mais importante do Egito depois do Faraó; muito mais importante inclusive, que o seu antigo senhor. Às vezes a tentação se configura a partir de um local, uma amizade, um tipo de conversa, um lazer, em negócio, etc. O apego a estas coisas não pode ser obstáculo para fugirmos da tentação, pois se pusermos os olhos nestas coisas não conseguiremos fugir e cairemos em tentação. Para não cair em tentação é preciso fugir, ou seja, abandonar um posição, e isto é contrário à nossa cultura.

Outras atitudes que não podem ser tomadas são: a indiferença e a luta contra a tentação. A indiferença à situação de tentação que nos cerca só contribui com nossa cobiça, que no momento certo vai brotar com força avassaladora para nos derrubar, então, é preciso, ao primeiro sinal de que o cerco da tentação está se fechando, deixar tudo e fugir da situação que se montou a nossa volta. Quanto à lutar contra a tentação, por exemplo orando para que se dissipe a cobiça interior, é uma solução que só se aplica se não pudermos fugir literalmente, pois a Palavra de Deus não diz “orai contra a tentação” e sim fugi dela. Devemos estar orando constantemente para que nosso interior seja mudado e a força do pecado em nós contida pelo Espírito, pois aquele que está em Espírito jamais satisfará as concupiscências da carne. No entanto, negligenciar a oração e buscar orar somente quando já está cercado pela nuvem da tentação, é errado. Depois não adianta dizer que orou e a tentação não foi embora, pois quem deve ir embora somos nós diante da situação de tentação.

Diante do cenário de pecado, quando as forças do Inferno se avolumam e se fecham sobre o crente, é preciso fugir. Ao fugir do pecado, fugimos para Deus e nos tornamos dependente dEle. Assim, temos autoridade moral para resistir ao diabo, como está em Tg 4:7 que diz: Sujeitai-vos, pois, a Deus, mas resisti ao diabo e ele fugirá de vós. Só é possível resistir ao diabo a partir de uma posição de santidade e está só é possível manter em Cristo, dependendo dEle e não na força de nosso próprio braço.

quinta-feira, março 16, 2006

Já Era a Força do Pecado

Aprendemos desde pequenos que nossas más ações devem ser por nós repelidas por temor do castigo. Quando recebemos o senhorio de Jesus Cristo em nossas vidas, na maioria das vezes, continuamos com a mesma estrutura de pensamentos, achando que o pecado deve ser repelido unicamente porque o seu cometimento atrai o castigo de Deus.

É verdade que o pecado atrai o castigo de Deus, como consta em Mateus 25:46: E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna, no entanto, é preciso prestar atenção para o fato de que o castigo é para os que recusaram a salvação dAquele que se fez pecado por nós e levou sobre Si o nosso castigo.

A Palavra de Deus nos diz em I Coríntios 15:56 que a força do pecado é a lei. Isto significa que o pecado tem um poder de compulsão na vida humana, levando o homem a errar o alvo. Este poder se baseia na lei, pois o objetivo do pecado é transgredir a lei. Ocorre que em Romanos 6:14 Deus nos diz em sua Palavra: Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça. Ora, se a lei não tem mais império sobre nós, o pecado que nela se baseia também não! Glória a Deus!

Imagine que alguém sobre quem repousa todo o poder humano em nosso país (na hipótese de existir tal pessoa) dissesse que você não precisa mais cumprir o Código Brasileiro de Trânsito. Você poderá cumprir com o que espera a lei de trânsito, no entanto, se a descumprir, não haverá pena alguma. A partir daí a pena, que é o castigo, também não tem poder sobre você, pois a pena é estabelecida na lei e a lei não mais impera sobre a sua vida. Agora imagine aquela voz interior que deseja nos ver ofendendo a lei; esta voz simboliza o pecado. Porque está voz diria pra você descumprir a lei se o objetivo de descumpri-la – que é receber a pena – não pode mais te atingir?

Esta é a nossa posição: não podemos mais receber uma penalidade que foi imposta a Cristo em nosso lugar! Logo, estamos livres da lei e livres do castigo. Então, porque nós cumpriríamos a lei? Não cumprimos a lei por causa do castigo, mas pelo fato de que reconhecemos que a lei é o certo e em nós repousa o Espírito de Deus, que nos faz andar somente em acerto. Ele nos faz andar como Ele andou e Ele não andará senão segundo a norma que enviou aos homens para cumprir.

Aprendemos no Direito que toda norma é composta de dois elementos: a hipótese de incidência e o mandamento. Além disso, há, por trás da norma, um valor humano que atribui juízos de certo a errado ao comportamento humano e uma pena na hipótese de seu descumprimento. Assim, a Lei Divina também suas hipóteses de incidência e um mandamento dizendo FAÇA ou NÃO FAÇA. Se transgredimos o mandamento quando estamos enquadrados na hipótese de incidência, a pena se nos é aplicada.

Jesus nos livrou da maldição da lei, ou seja, o mandamento não nos obriga mais e a pena também não pode mais incidir sobre nós, no entanto, os valores universais que embasam a lei persistem e nós devemos andar irrepreensíveis em relação ao mandamento, não porque lhe devamos obediência, mas porque consideramos os princípios e valores por de trás do mandamento e adoramos Aquele que o estabeleceu.

Este entendimento tem muita utilidade no que se refere a nos livrar do assédio do pecado, que são as tentações que brotam do nosso interior. Devemos CRER nesta verdade: Que o pecado não tem poder sobre nós (Rm 6:14). Conhecer e crer nesta verdade da Palavra de Deus nos liberta da força do pecado de dentro de nós brota para nos afastar da comunhão do Deus em nós, o Espírito Santo.

Não devemos mais permanecer naquele atitude que aprendemos com nossos pais, donde a nossa correção depende do nosso temor pelo castigo, mas devemos passar a uma atitude madura, entendendo que nossa correção (santidade) depende do amor e de nos identificarmos com o Deus que em si mesmo é o princípio e o fundamento de todo o mandamento contido na Sua lei.

Devemos lembrar a todo o momento: EU NÃO ESTOU DEBAIXO DA LEI! A COMPULSÃO PARA ME LEVAR A PECAR NÃO TEM FORÇA SOBRE MIM! Afinal:

Provérbios 11:21 O mau, é evidente, não ficará sem castigo, mas a geração dos justos é livre.

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

MUDANÇA DE VALORES


A Palavra de Deus, na primeira carta aos Tessalonicenses, contém uma exortação para que andemos da maneira pela qual temos aprendido daqueles que nos ensinam no Senhor, a fim de que possamos progredir:

(1TS 4:1) - Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que possais progredir cada vez mais.

Progredir é ação contínua de melhorar-nos como seres humanos. O ânimo de progredir é algo que somente se encontra na raça humana, sendo um ponto que nos diferencia dos demais animais inteligentes. Isto ocorre porque fomos feitos à imagem e semelhança de Deus e Ele é um Ser em progresso constante. Deus fez Sua obra, a salvou, a redimiu e vai aperfeiçoá-la para uma vida eterna.

Para experimentarmos o progresso de Deus em nossas vidas é preciso evitar a conformação deste mundo, ou seja, sermos formatados segundo o espírito deste mundo. Nossa formatação deverá ser segundo o Espírito Santo e, para isto, precisamos ser transformados:

(RM 12:2) - E não vos conformeis com este mundo, mas sede transformados (...) pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

Importante observar que não progredimos numa regular e vagarosa metamorfose, mas em saltos de verdadeira transformação. Cada vez que nos submetemos ao ensino do Espírito Santo, decidimos pela mudança e implantamos uma disciplina de mudança, nós nos transformamos um pouco mais, de nossa natureza terrena, na natureza divina do Filho do Homem.

A chave desta mudança está na mudança de nossos valores, que em Romanos 12:2 é chamada de “renovação de nosso entendimento”:

(RM 12:2) (...) pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

Mudar nossos valores não é uma tarefa fácil, mas é possível. Sem mudança de valores o ensino de Cristo não encontra terra fértil onde brotar. É como na parábola do semeador, em que a semente cai entre espinhos e estes sufocam a palavra. A palavra que cai numa mente treinada nos conceitos deste mundo cai entre espinhos e se estes não forem removidos a palavra não dá frutos, ou seja, não provoca mudanças na vida daquele que ouviu a palavra.

Há alguns dias um fato inusitado mostrou-me o quanto os paradigmas deste mundo impedem o agir de Deus em nossas vidas. Fui à chácara de um amigo e quando estávamos quase chegando senti que o pneu havia furado. Verificando o estepe percebi que este nunca havia sido trocado e que as ferramentas de troca de pneus nunca tinham sido usadas. Achamos facilmente o macaco e o estepe, no entanto, não encontrávamos a chave de roda. Pesquisamos no manual do veículo e este dizia que a chave de roda estava no assoalho do veículo, embaixo do estepe. Retiramos o estepe e não encontramos nenhuma chave de roda. Um de nós chegou a ir à sede da chácara, a pé, para buscar uma outra chave de roda, que não servia no pneu furado. Após algum tempo buscando uma solução, nos dirigimos ao porta-malas e lá fiquei olhando para o assoalho do veículo e repetindo: - Está aqui, certamente, nós só precisamos enxergar.... Foi aí que meu amigo levou a mão numa pequena bolsinha de feltro no fundo do assoalho e, de dentro da mesma retirou uma pequena chave de roda em forma de cachimbo; uma peça com não mais de 20 centímetros.

Porque não encontramos antes a chave de roda? Porque em nossas mentes uma chave de roda era grande, em forma de cruz e ocuparia bastante espaço. Nós não imaginávamos que pudesse haver uma chave de roda tão pequena para uma caminhonete a diesel. Por mais de uma hora nós nos debatemos procurando uma solução que estava perfeitamente descrita no manual: “A chave de roda está no assoalho do veículo”. Lemos a instrução no manual, mas isto não nos ajudou muito, pois ao ler “chave de roda” vinha-nos à mente um objeto totalmente diferente daquele que estava guardado no veículo. Tínhamos um “modelo mental” sobre a chave de roda e enquanto não nos liberamos daquele modelo mental não encontramos a solução, ainda que o manual estivesse bem claro quanto à localização da chave de roda.

Da mesma forma, a Bíblia, como nosso manual, contém a solução para inúmeras situações da vida cotidiana, mas só se opera a eficácia do texto da Palavra de Deus quando o interpretamos com uma perspectiva bíblica e não uma perspectiva mundana. Assim, ao lermos sobre “amor”, “perdão”, “aliança”, “sacrifício”, só poderemos retirar do texto o poder para mudança em nós se interpretarmos estes termos a partir de conceitos bíblicos, pois o mundo também tem um conceito secular para cada um destes termos e imbuídos destes conceitos nós nunca receberemos a iluminação do Espírito Santo, ou seja, a “revelação” do que significa o ensino da Palavra.

Para reaprendermos os conceitos é preciso um processo muito parecido com aquele pelo qual fomos educados desde pequenos; e é justamente por isso que Jesus disse a Nicodemos (Jo 3) que precisaríamos nascer de novo. O novo nascimento ocorre quando nos esvaziamos de nós mesmos, deixando de lado nossas opiniões, nosso conhecimento, nossos valores e os substituímos por uma curiosidade latente pela Palavra de Deus, reconstruindo nossos valores a partir do rhema de Deus. É no novo nascimento que nosso “Eu” morre, dando lugar a vida de Cristo em nós, com a formação de um novo ser humano, donde a noção personalíssima de “bem e mal” é substituída pela noção divina de “certo é errado”. Uma vez que estes novos valores estejam consolidados, o homem pode valer-se de sua mente de forma ilimitada, entendendo que a otimização de suas faculdades mentais ocorre quando estas não desafiam a Deus, mas quando sua mente é sujeita ao Espírito.

Popularizou-se a idéia de que valores Cristãos são “bons valores morais”. Moral ilibada está contida no Cristianismo e não o inverso. O Cristianismo é muito mais abrangente que a Moral. Ser cristão é obedecer a Cristo e a obediência transcende o entendimento. Se uma criança obedecesse somente aquilo que pudesse entender, certamente nunca seria obediente. Assim é conosco, pois Cristo disse que se alguém quisesse ser o maior no Reino dos Céus deveria ser como um menino (Mt 18:4).

Logo, devemos ser como meninos na construção de um novo plexo de conceitos e valores. Valores Cristãos recebidos no espírito e utilizados como fundamento de um novo código de atitudes.

segunda-feira, dezembro 19, 2005

A ARMADURA DE DEUS




A carta aos Efésios inicia pregando a condição dos crentes em Cristo e, após o capítulo 4, traz uma série de recomendações práticas quanto à vida cristã, até o versículo 9 do capítulo 6. Do versículo 10 ao 18 as escrituras nos ensinam sobre nossa proteção espiritual, ordenando-nos a nos revestir de uma “armadura de Deus”:
  • Ef 6:11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo;


Do versículo 14 ao 17 Paulo nos ensina quais os itens da armadura de Deus e é óbvia a alusão à armadura romana da época, especificamente a armadura dos legionários que guarneciam a Judéia, região dominada por Roma. Pesquisando sobre a armadura do legionário pudemos descobrir que ela possuía 07 itens, conforme a figura do legionário acima.


A armadura, como se vê acima, tinha um (1) elmo, ou capacete, uma (2) couraça, um (3) escudo, um (4) cinto, um (5) sandália, uma (6) espada de ferro (famoso gladius) e um (7) dardo ou lança.


O interessante é que Paulo, quando fala da armadura de Deus, não menciona o dardo como item da armadura, aliás, quando menciona o dardo, é para dizer que o nosso inimigo é que dele se utiliza, enviando-o em chamas fumegantes contra nós:


  • Ef 6:16 embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.


A armadura de Deus, segundo as escrituras, tem como única arma ofensiva a espada, que é a Palavra de Deus. Isto nos ensina que a única ofensiva que estamos autorizados a empreender em nossa militância cristã e o uso da Palavra de Deus, e nunca o dardo, que é símbolo de acusação. Todas as demais armar são defensivas.


Aliás, o próprio propósito de usarmos a armadura é defensivo, como se vê nos versículos 11 e 13:


  • Ef 6:11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo;

  • Ef 6:13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.


Devemos usar a armadura porque seremos alvo de ataques de nossos inimigos, que demandam dardos de acusação contra nós e se valem de ciladas, tentando nos atingir desprevenidos. O objetivo da armadura é, tendo passado o dia mau em que seremos atacados, podermos estar inabaláveis, tendo vencido o inimigo.


Outra lição importante é sobre os inimigos contra quem iremos guerrear com esta armadura defensiva. Não se trata de pessoas, organizações ou governos, mas de demônios que agem nas regiões celestes, ou seja, na dimensão espiritual denominada segundo céu, de onde parte o comando do diabo:


  • Ef 6:12 porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.


O uso da espada – que é a Palavra de Deus – para julgar ou constranger pessoas ou para disputar sobre a hegemonia de uma dada interpretação bíblica ou de uma visão de reino, não está autorizada pelo Senhor. Somente os nossos inimigos devem ser alvos de nossa espada, por isso, nunca devemos criticar ninguém.


O primeiro item da armadura mencionado é a couraça, que os legionários chamavam de lorica. Era um conjunto de placas de ferro revestidas internamente com couro, que protegiam o soldado da cintura pra cima, inclusive os ombros e a porção superior do antebraço. Paulo diz que esta couraça, na armadura de Deus, é a justiça. A justiça é o efeito que se faz sentir na vida daquele que foi perdoado por Deus.


Na antiga aliança, após o sacrifício de sangue de animais, Deus recebia a vida do animal – vida esta que estava no sangue, segundo Lv 17 – como substituto da vida do pecador, que deveria morrer, já que o salário do pecado é a morte. Na nova aliança, Cristo é o cordeiro que tira o pecado do mundo e o sangue (e a vida terrena) dele é recebido pelo Pai como substituto para todo aquele que se põe sob o senhorio de Cristo. É que pela Lei Mosaica o servo tinha direitos perante o seu senhor, mas não perante terceiros, já que o senhor em tudo lhe representava. Se um servo defraudava o patrimônio de alguém, o seu senhor é que deveria se responsabilizar pela despesa. Uma vez que usemos de nosso livre arbítrio para nos colocar como servos de Jesus, a nossa dívida é Ele quem paga, o que realmente o fez na cruz do calvário.


A justiça, portanto, é o efeito que se opera quando Deus nos vê perdoados pelo sacrifício de nosso Senhor, que não tinha pecado e se entregou por nós. A justiça, na armadura de Deus, é proteção para nossos órgãos vitais, ou seja, é defesa para a vida em si, mas não é defesa para golpes que não sejam fatais, como nos membros superiores e inferiores. Isto nos ensina que poderemos ter ferimentos em nossas lutas, mas que nossa vida sempre estará a salvo, pois Aquele que fez a ferida, a sarará.


O mesmo se pode dizer do elmo, chamado capacete da salvação em Ef 6:17. Este item da armadura serve a nos defender de golpes fatais na cabeça. O dardo da incredulidade, que vem em direção à mente, é fatal e só a convicção da salvação, usada como elmo, pode nos salvar deste ataque.


Em Ef 6: 14, o cinto, no qual vai apoiada a espada, é a verdade, no qual vai apoiada a Palavra de Deus. Disto sabemos, pois em Jô 17:17 é dito que a Palavra de Jesus é a verdade e, em I Jo 5:6, o Espírito Santo, que nos ensina a Palavra, é chamado Espírito da Verdade.


Em Ef 6:15 o calçado do soldado é tido como a preparação para o evangelho da paz. A palavra traduzida como preparação, que no grego é heitomasia, é traduzida também como prontidão. O sentido é que estejamos tão preparados tanto para viver como para anunciar o evangelho, como preparado deve estar o soldado, com seu calçado nos pés. Não se pode imaginar os soldados durante uma campanha militar totalmente despreparados, tendo de calçar as sandálias de cordas às pressas porque o inimigo investe contra suas posições. É preciso estar preparado, pois não sabemos quando virá o dia mau.


O escudo da armadura é tido como a fé. É com ela que apagamos os dardos fumegantes do inimigo lançados contra nós. Fé é certeza absoluta, portanto, quando o inimigo lança acusações contra nós, intentando que venhamos a desistir de servirmos ao nosso Senhor, devemos nos defender com a certeza absoluta daquilo que consta na Palavra a nosso respeito. Se a Bíblia diz que somos mais que vencedores, então é isto que somos e nada menos. Esta certeza apaga, em nossa mente, o dardo inflamado, não deixando que o fogo venha consumir nossos valores em Cristo.


O mais interessante sobre o escudo do legionário é que ele era tanto mais eficaz, quando usado como defesa coletiva, encostando-se os escudos uns nos outros, como se vê da imagem do cojunto de soldados.



Somente a união de escudos é que podia fechar um grande escudo contra os dardos inflamados dos flecheiros. Da mesma forma, somente na unidade da fé é que conseguimos resistir eficientemente ao nosso inimigo. É por isso que na mesma carta aos Efésios Paulo nos fala de chegarmos a esta unidade na fé, como resultado de um amadurecimento espiritual. Quando chegamos a unidade da fé, fechamos nosso conjunto contra os dardos do inimigo.


Em Ef 6:18 há, ainda, uma importante admoestação aos crentes, ora comparados a soldados. É a admoestação para sempre buscarmos nosso treinamento como soldados, ou seja, sempre orarmos e suplicarmos ao Senhor, vigiando com perseverança:


  • Ef 6:18 com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos


De fato, de nada adianta estarmos com uma boa armadura se não estivermos treinados para a batalha, orando em todo o tempo no Espírito. A oração no Espírito referida em Ef 6:18 denota tanto a oração em linguagem espiritual, como a oração segundo o Espírito, pois o Senhor deposita em nossos corações Sua vontade, através do Espírito Santo, para que oremos a Ele pela realização desta vontade, assim na Terra, como no Céu. Ou seja, que Sua vontade se dê na Terra – que foi entregue aos homens para governar – assim como tal vontade já opera soberanamente no Céu, aonde Deus é absoluto.


A idéia é que nós, os homens, usemos da prerrogativa que Deus nos deu sobre a Terra para devolver a Ele o domínio, pedindo que Sua vontade aqui se realize. Tal vontade é revelada a nós pelo Espírito Santo e a expressão “orando em todo tempo no Espírito”, ainda que possa estar se referindo também à oração por línguas estranhas, certamente se aplica a vontade de Deus em nós.

ATITUDES PARA UMA VIDA ABUNDANTE

1. QUEBRANTAR-SE CONTINUAMENTE
Salmos 34: 18 Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido.
Salmos 51:17 Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.
Salmos 147:3 sara os de coração quebrantado e lhes pensa as feridas.
Provérbios 29:1 O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura.
o pecado gera legalidade e esta impede a benção
a legalidade é removida com confissão, arrependimento e restituição
não pode haver confissão, arrependimento e restituição sem quebrantamento
o quebrantamento as vezes precisa ser produzido de fato para depois tomar a alma e o espírito
nunca estamos quebrantados demais e o quebrantamento de um dia não serve ao dia seguinte

2. ANDAR POR PRINCÍPIOS
Diferença entre regras e princípios
Não se deixar levar por pensamentos, nem sentimentos, nem decretos negativos, nem prognósticos
Conduzir-se pelos princípios da Palavra de Deus
Deus não é sentimentos, é Espírito, logo, Ele não se comove com nosso choro e lamento, mas nunca ignora nossa busca e nossa atitude conforme Sua Palavra
Deus zela pela sua Palavra, logo, onde esta por confessada, Deus estará lá produzindo o sobrenatural para cumpri-la:
i. Jeremias 1:12 Disse-me o SENHOR: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.
Buscar transformar-se diariamente, pela renovação da mente

3. MANTER UMA LINGUAGEM ESPIRITUAL
linguagem espiritual x linguagem positiva
Ver além das circunstâncias, pois o real não é que vemos, mas o que Deus diz:
i. João 17:17 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.
ii. 2 Coríntios 5:7 visto que andamos por fé e não pelo que vemos.
4. TER VIDA DE ORAÇÃO
encontrar a medida pessoal de oração diária e ser constante
orar a vontade de Deus (trilhos de oração)
"fechar o cerco" sobre o objeto da oração
orar até desfazer os fardos
garantir a eficácia com mãos limpas e coração puro
ser organizado, sistemático, planejado e disciplinado, deixando o improviso por conta da vontade do Espírito Santo
5. MEDITAR DIARIAMENTE NA PALAVRA
Devemos ter a palavra em nossa mente como uma placa de advertência
i. Deuteronômio 11:18 Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontal entre os olhos
ii. Deuteronômio 17: 18 Também, quando se assentar no trono do seu reino, escreverá para si um traslado desta lei num livro, do que está diante dos levitas sacerdotes. 19 E o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o SENHOR, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir.
A Palavra nos lava, nos alimenta, nos instrui e renova nossa mente nos transformando
6. JEJUAR
Jejum não é pra gostar e nem pra entender, é pra fazer...
Ajuda a desfazer os fardos de oração
Confere maior medida de autoridade (sobre demônios) no uso da Palavra
Jejuamos enquanto o Noivo não está conosco
Jejum é abstinência do principal (comida e/ou bebida) e dos acessórios (trabalho em excesso, tv, lazer, etc) para negar a vida na alma
7. AMAR SEM GOSTAR
Reaprender o sentido do amor ágape: uma força propulsora de valorização altruísta
A Bíblia não diz que Deus tem amor, mas que Ele é amor. Deus é amor porque Ele se ofertou, logo, amar é ser oferta. Devemos ser oferta em prol do próximo, senão, nada seremos (I Co 13:2)
Pensar menos em si mesmo e não menos sobre si mesmo
Considerar os outros superiores a si mesmo:
i. Filipenses 2:3 Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.
Encontrar necessidades e servir: parentes, amigos, irmãos, líderes, liderados, conhecidos, estranhos, abastados, miseráveis, etc
Amar os miseráveis: Jesus investiu tempo de discipulado em homens com dons, no entanto, despendeu tempo para atenuar a dor de miseráveis, simplesmente por amor:
i. Lucas 14:12 Disse também ao que o havia convidado: Quando deres um jantar ou uma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem vizinhos ricos; para não suceder que eles, por sua vez, te convidem e sejas recompensado. 13 Antes, ao dares um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; 14 e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos.
Amar os inimigos:
i. Lucas 6: 27 Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; 28 bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam.
Amar os irmãos:
i. Romanos 15:1 Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos.
ii. Efésios 4:2 com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
iii. Colossenses 3:13 Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;
8. ADORAR EM TEMPO INTEGRAL
Adorar não é apenas cantar emocionado, é fazer a vontade de Deus em tudo e, especialmente, no sacrifício dos lábios que confessam o caráter de Deus
Adorar é:
i. Amá-lo acima de tudo
ii. Amar o próximo
iii. Ser diligente na Palavra, na oração e no jejum
iv. Dar testemunho de vida abundante, honesta, sincera, sem ter do que ser acusado
9. VIGIAR
Vigiar é evitar distrações, e reconhecer o exato pendor da sua alma e sacrificar tudo aquilo que possa se constituir numa distração (oportunidade para pecar)
Mudar a perspectiva sobre a tentação, pois ela não é uma ocasião para pecar, mas:
i. é apenas uma proposta sem poder de coerção
ii. é uma demonstração da cobiça de nosso homem interior
iii. é uma oportunidade de nos alegrarmos, pois nossa fé esta sendo confirmada
iv. é uma ocasião para desfazer as obras do diabo na sua vida
v. é uma ocasião para derrotar o diabo em seu próprio território
vi. é uma ocasião para se parecer mais com Cristo
vii. é uma ocasião para aperfeiçoar a sua santidade
Mudar a perspectiva sobre o pecado, pois ele não deve ser encarado com fatalismo, como se tudo tivesse acabado, mas:
i. como um ato que não pode mais ser repetido (aprender como não devo agir...)
ii. como aprendizado de que a dependência de Deus é um princípio fundamental
iii. o ponto de recomeço rumo a santificação
iv. uma oportunidade de aprendizado para discipular a vida de outros
v. como um ato que tem como conseqüência a restituição, pois é a quebra de uma aliança, o entristecer do Espírito Santo, o vazar da unção de Deus
10. IMPOR-SE UMA DISCIPLINA
Fazer morrer a natureza terrena que é naturalmente indisciplinada e da qual emanam as obras da carne:
i. Colossenses 3:5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria;
A verdadeira liberdade está em viver pelos princípios e não em fazer “o que dá na telha”
Quem vive pelos princípios vive liberto:
i. dos instintos humanos-decaídos
ii. dos sentimentos desordenados fruto de emoções feridas
iii. da mentalidade meramente racional
Atingir nossa “zona de conforto”
11. RELACIONAR-SE E SER DISCIPULADO
Podemos orar, jejuar e meditar na palavra, mas só poderemos amar se nos relacionarmos
Viver juntos e ter tudo em comum
Acabar com o padrão mundano de egocentrismo, materialismo e isolamento
Investir TEMPO em relacionamentos é SER Igreja, ou seja, é ser Corpo de Cristo. Quem não se relaciona não trabalha para compor e manter o Corpo de Cristo
Ninguém pode amar a Deus que não vê se não ama ao irmão que vê e ninguém pode amar ao irmão se não se relaciona com ele
Visões:
i. Romana e religiosa: igreja local de expectadores de culto, centrados no pregador e aprendendo uma mensagem que nunca põe em prática
ii. Do Israel de Deus: ter tudo em comum
Ser discipulado é condição para fazer discípulos e fazer discípulos é nossa maior missão
Ser discipulado é prestar contas de nossas atitudes a quem tem conosco uma aliança de discipulador
Um discipulador é um irmão maduro que ora por nós, nos ouve confidentemente, nos instrui de forma prática na Palavra, nos suporta, nos reconduz ao caminho quando caímos, transferindo sua benção e sua unção para nós
É alguém que devemos conviver, obedecer, honrar, imitar a fé com lealdade e fidelidade
Não existe discipulador perfeito, portanto, devemos imitá-lo somente em seus acertos, suportando-o nas deficiências com transparência e honestidade
12. NUNCA DESISTIR

sexta-feira, dezembro 16, 2005

RESTAURANDO O DOMÍNIO

Estudos como este contém apenas uma sucessão de versículos bíblicos antecedidos por um título e/ou um subtítulo que revelam uma organização temática do assunto.
1. O QUE É CETRO DOMINADOR?
Cetro (shebet) é uma vara, um ramo, um galho resistente que é tido com símbolo de poder e autoridade na Palavra (Et 5:2);
Cetro dominador é o símbolo de máxima autoridade de alguém que exerce domínio;

2. O SENHOR DEVE DOMINAR SOBRE NÓS
Jz 8: 22 Então, os homens de Israel disseram a Gideão: Domina sobre nós, tanto tu como teu filho e o filho de teu filho, porque nos livraste do poder dos midianitas. 23 Porém Gideão lhes disse: Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o SENHOR vos dominará.

3. O SENHOR NOS FEZ DOMINADORES
Gn 1:28 E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.
Provérbios 16:32 Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade.
1 Coríntios 9:25 Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível.

4. NOSSO DOMÍNIO FOI COMPROMETIDO POR CAUSA DO PECADO
Ez 19 10 Israelitas, a mãe de vocês era como uma parreira plantada perto de um ribeirão. Ela estava cheia de galhos e produzia muitas uvas porque havia bastante água. 11 Os seus galhos eram fortes e cresceram até se tornarem cetros reais. A parreira cresceu tanto, que os seus galhos chegaram até as nuvens; todos viram como era alta e cheia de galhos.12 Porém mãos furiosas a arrancaram pela raiz e a jogaram no chão. O vento leste secou as suas uvas. Os seus galhos foram quebrados; eles secaram e foram queimados.13 Agora, a parreira está plantada no deserto, numa terra seca e sem água.14 O seu tronco pegou fogo; o fogo destruiu os seus galhos e as uvas. Os seus galhos nunca mais serão fortes, nunca mais serão cetros reais. Esta é uma canção de tristeza que tem sido cantada muitas vezes.
Efésios 6:12 porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.

5. HOJE HÁ VÁRIOS CETROS DOMINADORES SOBRE OS HOMENS
Is 14: 5 Quebrou o SENHOR a vara dos perversos e o cetro dos dominadores, 6 que feriam os povos com furor, com golpes incessantes, e com ira dominavam as nações, com perseguição irreprimível.
Iniqüidade:
Salmos 119:133 Firma os meus passos na tua palavra, e não me domine iniqüidade alguma.
Soberba:
Salmos 19:13 Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão.
Coisas deste mundo:
1 Coríntios 6:12 Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.
Alma:
Mente
Emoções e sentimentos
Vontade própria
Corpo:
Necessidades fisiológicas
Enfermidades

6. SOMOS TENTADOS DIARIAMENTE A CEDER À DOMINAÇÃO
Gn 4:7 Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo
Tg 1: 14 (...) cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. 15 Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.

7. O SENHOR QUER RESTAURAR NOSSO DOMÍNIO
Daniel 4:26 Quanto ao que foi dito, que se deixasse a cepa da árvore com as suas raízes, o teu reino tornará a ser teu, depois que tiveres conhecido que o céu domina.
Zacarias 6:13 Ele mesmo edificará o templo do SENHOR e será revestido de glória; assentar-se-á no seu trono, e dominará, e será sacerdote no seu trono; e reinará perfeita união entre ambos os ofícios.
Sl 110: 1 Disse o SENHOR ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés. 2 O SENHOR enviará de Sião o cetro do seu poder, dizendo: Domina entre os teus inimigos.
Is 14: 1 Porque o SENHOR se compadecerá de Jacó, e ainda elegerá a Israel, e os porá na sua própria terra; e unir-se-ão a eles os estrangeiros, e estes se achegarão à casa de Jacó. 2 Os povos os tomarão e os levarão aos lugares deles, e a casa de Israel possuirá esses povos por servos e servas, na terra do SENHOR; cativarão aqueles que os cativaram e dominarão os seus opressores. 3 No dia em que Deus vier a dar-te descanso do teu trabalho, das tuas angústias e da dura servidão com que te fizeram servir, 4 então, proferirás este motejo contra o rei da Babilônia e dirás: Como cessou o opressor! Como acabou a tirania! 5 Quebrou o SENHOR a vara dos perversos e o cetro dos dominadores, 6 que feriam os povos com furor, com golpes incessantes, e com ira dominavam as nações, com perseguição irreprimível. 7 Já agora descansa e está sossegada toda a terra. Todos exultam de júbilo.

8. NÃO SE RESTAURA O DOMÍNIO SEM GUERRA
Jeremias 51:46 Não desfaleça o vosso coração, não temais o rumor que se há de ouvir na terra; pois virá num ano um rumor, noutro ano, outro rumor; haverá violência na terra, dominador contra dominador.

9. QUEM NÃO CEDE AO DOMÍNIO DO SENHOR PELO ÍNTIMO SERÁ DOBRADO PELAS CIRCUNSTÂNCIAS EXTERIORES
Salmos 32:9 Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem.
Provérbios 12:24 A mão diligente dominará, mas a remissa será sujeita a trabalhos forçados.
O QUE OU QUEM O ESTÁ DOMINANDO?

CARTINHA DE NATAL

Em janeiro de 1999, enquanto fazia pós-graduação em Belo Horizonte, MG, entrei na livraria jurídica Mandamentos e lá conheci os proprietários Arnaldo e Cristiana Oliveria Jr. Nossas vidas, minha e de minha esposa, nunca mais seriam as mesmas após o contato com estes valorosos irmãos em Cristo.
Abaixo, a cartinha de Natal que foi preparada por Arnaldo e Cris e intitulada como sendo do filho do casal, o Mateus, que tem uns dois aninhos. A cartinha foi entregue a vários amigos e parentes e fui publicada no boletim da Igreja Batista Príncipe da Paz, onde a família congrega:
Querido Papai do Céu,

Aqui é o Mateus. Ah, esqueci que não precisava me apresentar, pois o Senhor conhece até os meus pensamentos.

“Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta.” (Jeremias 1:5)

Senhor, gostaria de te agradecer, pois o Senhor escutou as orações do papai e da mamãe e me trouxe. Formou-me com perfeição, com muita saúde e força.

“Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força...” (Salmos 8:2)

Agora é época do Natal. Papai falou que no Natal se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Ele foi pequenino como eu sou, e ao crescer cumpriu com amor e obediência todos os passos que Deus havia planejado. Teve uma morte dolorosa. Pagou o preço como se tivesse cometido todos os pecados do mundo, embora não o tivesse, assim mamãe me contou. Tudo isso para que através de Jesus Cristo, pudéssemos nos aproximar e ter um relacionamento com Deus.

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6)

Fiquei triste por um momento, pela morte de Jesus. Mas, papai me disse que Ele ressuscitou e hoje está vivo, observando e cuidando de todos. Porém, a Bíblia Sagrada, que é a Palavra de Deus, não fala que Jesus nasceu dia 25 de dezembro. Também não fala que devemos comemorar o seu nascimento. Ele não queria que nós ficássemos presos a uma só data para se lembrar de Jesus. A Bíblia diz que devemos comemorar a Sua morte conforme I Coríntios 11: 23 a 26:

“ Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha.”

Mas e o papai Noel. Meus pais me falaram que ele é uma mentira, e mentira não é de Deus.

“ (o diabo) ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (João 8: 44)
“Pelo que deixai a mentira e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros.” (Efésios 4:25)

Por isso eu não vou acreditar em papai noel, mas no Papai do Céu que é o Deus verdadeiro
Não vou escrever uma cartinha uma vez ao ano para o papai noel, mas vou conversar todos os dias com meu amigo Jesus
Não vou acreditar nas renas, mas sim nos anjos que Deus escalou para cuidar de mim

“Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus.” (Mateus 18: 10)
Não vou colocar meu sapatinho na árvore para ganhar presentes, mas vou ser um presente valoroso para meus pais, avos e tios (as )
Não vou concentrar minha alegria em somente um dia do ano, mas vou ser feliz todos os dias, porque aprendi que o meu Papai do Céu é quem cuida de mim. E Ele é um Deus amoroso, carinhoso e poderoso. Por isto, Mamãe e Papai falaram que eu sou bem aventurado. E bem aventurado significa: muito feliz.

E você , também quer ser bem aventurado e ser amigo de Jesus. Sabia que Ele te ama muito e não esta longe.

“Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.” (Salmos 145: 18)
“ Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.” (Isaías 55: 6)


Pense nisto...

Obrigado por ler esta cartinha,


Que você seja abençoado (a) pelo Deus poderoso,
O Pai da Eternidade
O Príncipe da Paz


Amém


Mateus Brina Oliveira
25/12/05

sexta-feira, novembro 11, 2005

O CARÁTER EXCLUDENTE DO AMOR DE DEUS EM RELAÇÃO AO MUNDO

No Evangelho de Marcos, em 12:29-30, o próprio Senhor Jesus, perguntado sobre qual era o maior mandamento, disse:
29 Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor!
30 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.
É preciso entender, primeiro, o que quer dizer “maior mandamento”. A Palavra de Deus diz aquele que descumpre um mandamento é réu dos demais mandamentos, ou seja, não há graduação da pena na lei divina. Para a lei dos homens há uma escala de punição, ou seja, quanto mais reprovável o crime, mais severa a pena. Na lei divina, há um só ilícito, a desobediência, e portanto todos os tipos de pecado são, em síntese, desobediência; e é por esta primeira que os homens são responsabilizados. A responsabilidade implica em suportar a pena e está é única, a separação de Deus, ou morte.
Portanto, o termo “maior mandamento” não pode significar mandamento mais importante do que todos os demais, mas sim, mandamento no qual estão todos os demais mandamentos. De fato, quem cumpre o primeiro mandamento de todo o seu coração não precisa de outro mandamento, pois qualquer outro é conseqüência do primeiro.
Outro aspecto importante é a norma contida no mandamento. Trata-se de um só mandamento, mas que contém dois núcleos: ouvir e amar.
O primeiro núcleo ordena a que tenhamos um único Deus. Ora, o nosso Deus é único, isto faz parte de Seu caráter, portanto, qualquer pessoa que creia verdadeiramente em Deus, só poderá crer Nele exclusivamente, sem crer em mais ninguém. O mínimo de compreensão espiritual já demonstra que todos os outros que se chamam Deus são, na verdade, demônios a serviço de inimigo de Deus. A chamada para o monoteísmo, contida no versículo 29, é, portanto, mais do que um apelo de exclusividade no que diz respeito a alguém, é, também, uma ordem para atribuir exclusividade a Deus em respeito a todas as demais coisas. Aí o versículo toma um sentido completamente diferente, pois considerar a Deus com exclusão a qualquer outro ser espiritual que se considere um deus é, digamos assim, fácil; o crítico é considerar a Deus superior às nossas coisas, superior ao nosso trabalho, ao nosso estudo, a nossa intelectualidade, aos nossos sentimentos, ao nosso comportamento terreno, a nossa família, aos nossos planos, a nossa vontade, etc. Parafraseando o versículo 29, poderíamos colocar assim: Ouve, ó Igreja, o SENHOR nosso Deus, é o único a exercer governo (senhor) sobre sua vida, nada mais poderá dominar você, exceto o seu Deus!
O segundo núcleo do maior mandamento é amar a Deus de todo o coração, toda a alma, todo entendimento e toda a força. É comum que os crentes interpretem esta ordem como sendo amar a Deus fazendo força. É como dizer pra alguém que ele deve dar um abraço em seu pai, no entanto, o abraço precisa ser o mais apertado, porque isto significa o amor. É óbvio que não podemos medir o amor pelo aperto do abraço e, da mesma forma, não podemos medir o amor a Deus pela força interior que fazemos para amá-Lo. O “amar de todo o coração, entendimento, alma e força” tem outro significado e, para entendê-lo, é necessário analisar outro mandamento, que é, em síntese, o mesmo mandamento de Mc 12:29-30, mas que consta da Palavra noutro lugar. Trata-se de 1 Jo 2:15-16:
Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.
Analisando os versículos de Mc 12:29-30 e 1 Jo 2:15-16, vemos que há, aqui, um único mandamento que seria assim sintetizado: Use toda a capacidade de seu homem interior (coração), de seus sentimentos e intelecto (alma) e toda a sua força física (força) para amar a Deus, não deixando nada para o mundo!
O amor a Deus pregado em Mc 12 é, portanto, excludente; não aceita que o homem use sua “fonte de amor” para, ao mesmo tempo, amar a Deus e as coisas deste mundo, pois estas últimas estão a serviço de seu príncipe, o diabo.
Devemos lembrar ainda que Jesus pregou o “maior mandamento” a um jovem Judeu no momento anterior a sua glorificação sacrificial na cruz. O mesmo “maior mandamento” é repetido, após a obra da cruz, no livro de 1 Jo, 3:23, e diz:
Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou.
O que muda aqui é só a perspectiva, pois o mandamento é o mesmo. Ademais, o que eram dois mandamentos em Mc 12 – amar a Deus sendo o primeiro mandamento e amar ao próximo sendo o segundo mandamento – agora, em 1 Jo 3:23, torna-se um único mandamento indivisível: crer em Jesus e nos amarmos uns aos outros. A riqueza da união destes dois preceitos num único é matéria para um próximo estudo. Em Cristo.

DESLIGANDO OS SENTIDOS E ENCONTRANDO O CRIADOR

Se existe uma certeza universal, é a de que o homem, em todos os lugares e em todas as épocas, buscou o seu Criador. Os que se dizem ateus inclusive, pois a sua descrença é fruto de uma busca frustrada que, não obstante, em algum momento ocorreu.

O argumento protestante de que a busca que o homem promove em relação a Deus prescinde de intermediários – como os santos ou os anjos – é fundada em dezenas de versículos bíblicos que, intercomunicados num sistema, demonstraram a mais absoluta aversão do texto sagrado ao que se denomina idolatria.

Muito embora a argumentação bíblica seja retumbante e insuperável por qualquer entendimento que emane da própria Bíblia, é comum encontrar aqueles que o renegam solenemente, preferindo crer no objeto de sua preferência.

É justamente a preferência, o gosto, a satisfação pelo suposto contato espiritual através dos sentidos – marcadamente a visão e o tato – que os protestantes ignoram quando buscam convencer o idólatra que sua opção e equivocada e auto-condenatória.

Aquele que se prostra diante de um ídolo que pode ser visto, tocado e beijado, tem prazer em contatar o mundo espiritual através de uma experiência sensorial. Tira-lhe esta possibilidade e convidá-lo a comunicar-se com Deus diretamente, sem contato visual com nada que represente este Deus, é o mesmo que pedir a esta pessoa que ela fale sozinha.

Pedir a alguém para dirigir uma prece a um santo, a um anjo, ou outra entidade espiritual qualquer não é difícil, pois tal pedido coincide com as preferências do homem natural. É o mesmo que convidá-lo para um banquete onde só há comidas de sua preferência.

Ao contrário, pedir a alguém para dirigir uma prece a Deus de olhos fechados, com o pensamento posto no intangível, é bem difícil, e isto porque o homem natural rejeita desligar os sentidos de que foi dotado para acessar a Deus.

Convencer alguém a se abster dos cinco sentidos durante a comunicação com Deus é cobrar desta pessoa a sua total dependência durante o sublime contato com o Criador. Por razões que remetem à experiência de Adão no Éden, o homem impõe a Deus a sua independência neste mundo, ainda que não o perceba. Cada indivíduo, por mais débil que seja sua situação, insiste em controlar o seu destino e não abdicar de poder decidir o que é o bem e o mal por si mesmo.

Ao nos desligarmos de nossos sentidos durante o contato com Deus, nos removemos à condição que tínhamos Nele antes de nossa criação. Se somos eternos no passado e no futuro e se os nossos cinco sentidos nos acompanharão somente durante esta jornada natural e terrena, é plausível que Deus nos cobre a dependência Nele e não naquilo que um dia vai perecer como tudo que é material.

Muito embora sejamos todos seres espirituais na origem, Deus nos deu um corpo material e dotou-nos de cinco sentidos para que interagíssemos com o mundo que nos cerca. O contato com o Criador, no entanto, por ser Ele espiritual, continua sendo uma experiência do espírito humano e não do corpo humano por seus sentidos.

Ao escolher o fruto da percepção individual do que seja o bem e o mal, o homem renunciou a dependência de Deus que se operava no espírito humano que, ademais, tornou-se morto. O homem cobrou uma independência quanto ao seu destino na terra e transmudou-se de um ser completo (natural e sobrenatural) para um ser incompleto (meramente natural), dotado de um vazio na parte indetectável de sua constituição, ou seja, o espírito.

A partir daí o homem passou a procurar Deus em sua jornada, pois o havia perdido, e, ignobilmente, usando seus sentidos, como se fosse possível acessar o imaterial através do que é material. Mesmo que o homem não perceba, ele está obstinado a achar a Deus sem prejuízo da independência que obteve e é justamente por isso que é tão difícil convencer um idólatra à comunicar-se com Deus sem uso de suas imagens.

Por isso são chamados de perdidos. Porque algo dentro deles diz que eles devem achar seu criador, no entanto, não sabem quem o é, onde achá-lo, ou como encontrá-lo. Se esta perdição humana ultrapassa a linha divisória da vida terrena, torna-se eterna e é por isso que a situação é tão grave para o que se encontra perdido de seu Pai Celeste.

Aqueles que andaram com Jesus Cristo durante sua passagem terrena, mesmo podendo ver o Deus Eterno na pessoa do Filho, foram desafiados pelo mesmo a um contato extra-sensorial, como quando Jesus repreendeu a Tomé – o maior dos idólatras convertido – que exigia não somente ver a Jesus, como também tocá-lo. Como Jesus estava presente e como desejava ensinar a posteridade que seu corpo era real, permitiu a Tomé tocá-lo, no entanto, disse: Bendito os que não viram e creram!

A posição de Jesus no episódio muito nos ensina como falar ao idólatra. Primeiramente com amor, porém, sem deixar de admoestá-lo, demonstrando-lhe as conseqüências eternas de seu erro, caso não haja arrependimento. É bom lembrar que em homem convencido contra a vontade conserva sempre a posição anterior.

Quanto aos que ainda não renegaram as formas sensitivas de contato com Deus, devem abster-se de suas vontades egoísticas para reparar no Deus que tão amorosamente os chama. Quanto aos que já buscam a Deus sem o intermédio de imagens e ritos, porém ainda não crucificaram sua vontade egocêntrica, devem lançar fora toda forma de idolatria interior, inclusive a Egolatria, que é a forma mais comum de idolatria, presente tanto nos pagãos como em alguns devotos cristãos evangélicos.

É comum o idólatra revoltar-se com os comentários que se faz em relação à sua prática e, quando tais comentários partem de uma atitude acusadora e julgadora – que a ninguém compete, senão a Deus – tem razão o idólatra de sentir-se ofendido, ao menos quanto à forma como é julgado e acusado. No entanto, ao falar brandamente, com amor e humildade sobre o destino que o espera, não se estará acusando o idólatra e sim buscando poupá-lo do que se acredita ser um tormento eterno. Tal atitude, em si mesma, não o ofende e nem o acusa; é a própria consciência do idólatra que o acusa.

Assim, para ver a Deus é necessário desligar-se dos sentidos e procurá-lo com o interior, porque Jesus disse que aquele que (O) procura, encontra (Mt 7:7).

LIBERTOS DO EGITO E DA ASSÍRIA

O livro do profeta Oséias tem uma passagem que revela um importante princípio da Palavra de Deus. Está em Os 11:5: Não voltarão para a terra do Egito, mas o assírio será seu rei, porque recusam converter-se.

Nesta passagem, o profeta Oséias profetiza uma dura mensagem ao Reino do Norte, Israel – também chamado de Efraim – desde o capítulo 4. No capítulo 11, antes de o SENHOR anunciar a restauração do seu povo, Ele diz, por seu profeta, que atraiu o povo com “cordas humanas” e “laços de amor”. Isto, de certa forma, nos faz lembrar o Apóstolo Paulo quando diz, em Ef 3:1, que é prisioneiro de Cristo por amor aos gentios.

Nós, que somos propriedade de Cristo, vivemos a vida Dele conquistada na ressurreição, por isso, não damos lugar à carne e à vida da alma, de forma que esta última é prisioneira em nós. A vida da alma, não podendo manifestar-se em nós por causa mortificação – que é, sendo vivo, assumir o caráter do que está morto – permanece latente em nós e prisioneira até o dia de nossa redenção, quando iremos ascender ao céu como o nosso Senhor ascendeu.

Voltando ao texto de Os 11:5, é preciso contextualizá-lo para compreender o princípio ali estabelecido. Para tanto, devemos consultar I Rs 17, que conta a cerca de outro Oséias, este Rei de Israel que reinou em Samaria entre 732 e 722 a.C. No reinado de Oséias Israel passou a serva da nação Assíria e o próprio rei foi feito prisioneiro. A partir do versículo 7 do capítulo 17 é relatado o porquê de Efraim sucumbir diante de seus inimigos. O motivo foi o pecado. Dentre os pecados praticados pelo povo de Israel, estavam, inclusive, o sacrifício de seus filhos à Baal, dentro de um contexto de profunda idolatria.

A segunda parte do versículo revela que o povo não queria se converter, ou seja, que recusava guinar seu procedimento, passando a andar nos caminhos do seu Deus. A resistência do povo em converter-se é a causa, então, de o rei assírio passar a governar o israelitas. A Assíria vivia um momento de império, ou seja, tudo o que o mundo decaído representou no império babilônico e que no futuro representaria nos impérios medo-persa e romano, estavam sob o reinado assírio.

O “mundo”, que o diabo prometeu dar a Jesus em troca de adoração (Mc 4:8) e que já está julgado, conforme Jesus afirmou (Jo 12:31), estava representado pelo Império Assírio. O Egito, por sua vez, representava o domínio do pecado para o povo de Israel. A diferença está no fato de que no Egito o povo não havia sido resgatado da maldição e não havia sacrifício pelos pecados, que só foi instituído no ministério de Moisés e Aarão.

Construindo um paralelo com os dias de hoje, vemos que o povo de Israel no tempo do Oséias é a Igreja de hoje que se recusa a lavar suas vestes no sangue no Cordeiro, que anda obstinada sacrificando a ídolos como o ego, o materialismo e a religião.

O SENHOR disse que eles não voltariam ao Egito, mas seriam governados pela Assíria. Israel, muito embora estivesse em pecado, tinha obtido uma identidade nacional. Eles tinham uma terra, um povo, um governo e eram chamados pelo Nome do Senhor. Isto Deus não tiraria deles, no entanto, lhes colocaria sob tributo da Assíria, tendo tais coisas, mas não podendo desfrutar delas. Os povos tributados daquele tempo tinham um governo relativo, pois o governante da nação que os tributava mandava nos destinos do povo tributado. Na verdade, para uma nação que perdia a guerra, viver tributada era a opção para não ser totalmente dizimada e também uma forma da nação dominante impor um jugo sobre seus vencidos.

Tudo o que o mundo representava, e que hoje igualmente representa: domínio político, econômico, cultural e religioso, eram exercidos pela Assíria em relação aos seus conquistados. O povo de Israel, por ter se negado a se converter, ficou debaixo de uma dominação do mundo, servindo à este. Isto não significava perder sua condição de povo – voltando ao Egito – mas significava não gozar das promessas de Deus, mesmo que fossem chamados Seu povo.

Nos dias de hoje não é diferente, pois aqueles crentes que se recusam a converter seus caminhos, passando de um cristianismo nominal para um relacionamento íntimo e santo com Deus, não voltam ao Egito assumindo velhas práticas e continuam reconhecidos como cristãos, no entanto, passam ao governo do “mundo”, vivendo nos padrões políticos, econômicos, culturais e religiosos de hoje, privados das promessas para as quais foram conquistados pelo sangue de Jesus.

Quem resiste ao chamado de Deus para uma vida consagrada, acaba servo deste mundo, ainda que não volte exatamente aos padrões do Velho Egito. Fomos chamados para constituirmos um povo separado para o SENHOR, portanto, devemos nos render totalmente e atender ao clamor do Espírito por santidade total em nossas vidas. Isto não só confirmará nossa vitória sobre o Egito, como nos livrará da Assíria, ou seja, não só nos livrará do mundo como ele era para nós antes de nossa decisão por Cristo, como nos livrará do mundo com ele é hoje, com seus apelos e sua concupiscência que tanto tem desviado nossos irmãos.

DESPOJANDO AS RIQUEZAS DO MUNDO

Introdução: Os dízimos e as ofertas são meios previstos na Palavra de Deus para assegurar um dado fim: a conversão das riquezas. A visão de retribuição de dar dízimos e ofertas e receber bênçãos financeiras é só uma parte do intento de Deus e, creio, a parte menos importante. A mais importante é despojar o inimigo das riquezas e dedicá-las a Deus.

1. AS RIQUEZAS DO MUNDO:
Foram criadas por Deus e constituem Sua propriedade:
Salmos 89:11 Teus são os céus, tua, a terra; o mundo e a sua plenitude, tu os fundaste.

Foram entregues por Deus a Adão para administrá-las:
Gn 1:26 - Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.
Foram corrompidas e amaldiçoadas e caíram nas mãos de Satanás por causa do pecado de Adão:
Gn 3:17 E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida.
Jo 8:34 Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado.
Rm 6:16 Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?
I Jo 5:19 Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.
Estão inseridas no mundo, que está julgado, assim como seu príncipe, que é Satanás:
Jo 12:31 Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso.
João 16:11 do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.
Aguardam o resgate de Deus:
Rm 8:19-21 A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. 20 Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, 21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
Serão rendidas ao Senhor Jesus:
Apocalipse 5:11-12 Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, 12 proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.
Enquanto o resgate não vem, estão em oposição a Deus:
Mateus 6:24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.
Mateus 13:22 (...) a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.
Marcos 10:23-24 Então, Jesus, olhando ao redor, disse aos seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! 24 Os discípulos estranharam estas palavras; mas Jesus insistiu em dizer-lhes: Filhos, quão difícil é para os que confiam nas riquezas entrar no reino de Deus!

E todas tem origem iníqua, mesmo decorrendo do trabalho dos santos:
Lucas 16:9 E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos.
Tiago 5:2 As vossas riquezas estão corruptas, e as vossas roupagens, comidas de traça;


2. JESUS TEM OUTRAS RIQUEZAS PARA OS SANTOS:
Lucas 16:11 Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza?
Efésios 3:8 A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo
Hebreus 11:26 porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão.

3. OS DESPOJOS:
No tempo do Velho Testamento eram as riquezas tomadas na guerra, de um reino inimigo, e trazidos ao Reino de Israel para dedicação ao Templo do Senhor:
I Cr 26:27 Este Selomite e seus irmãos tinham a seu cargo todos os tesouros das coisas consagradas que o rei Davi e os chefes das famílias, capitães de milhares e de centenas e capitães do exército tinham dedicado; 27 dos despojos das guerras as dedicaram para a conservação da Casa do SENHOR,
II Cr 28:20-22 Veio a ele Tiglate-Pileser, rei da Assíria; porém o pôs em aperto, em vez de fortalecê-lo. 21 Porque Acaz tomou despojos da Casa do SENHOR, da casa do rei e da dos príncipes e os deu ao rei da Assíria; porém isso não o ajudou. 22 No tempo da sua angústia, cometeu ainda maiores transgressões contra o SENHOR; ele mesmo, o rei Acaz.

Hoje, são as riquezas que despojamos do reino de trevas e trazemos ao reino de luz:
Cl 1:13 Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor,

4. COMO DESPOJAR O REINO DAS TREVAS, O MUNDO, EM FAVOR DO REINO DE DEUS?
Não se pode enviar o dinheiro para fora do mundo, apenas trazê-lo com você. Para despojar o inimigo você precisa, primeiro, vir do mundo para o Reino de Deus e, em segundo lugar, trazer consigo os despojos. Dois exemplos na Bíblia, um no VT e dois no NT:
Ex 3:21-22 Eu darei mercê a este povo aos olhos dos egípcios; e, quando sairdes, não será de mãos vazias. 22 Cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de prata, e jóias de ouro, e vestimentas; as quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; e despojareis os egípcios. Eu darei mercê a este povo aos olhos dos egípcios; e, quando sairdes, não será de mãos vazias. 22 Cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de prata, e jóias de ouro, e vestimentas; as quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; e despojareis os egípcios.
Ex 10:24-26 Então, Faraó chamou a Moisés e lhe disse: Ide, servi ao SENHOR. Fiquem somente os vossos rebanhos e o vosso gado; as vossas crianças irão também convosco. 25 Respondeu Moisés: Também tu nos tens de dar em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao SENHOR, nosso Deus. 26 E também os nossos rebanhos irão conosco, nem uma unha ficará; porque deles havemos de tomar, para servir ao SENHOR, nosso Deus, e não sabemos com que havemos de servir ao SENHOR, até que cheguemos lá.
Ex 12:30-36 Levantou-se Faraó de noite, ele, todos os seus oficiais e todos os egípcios; e fez-se grande clamor no Egito, pois não havia casa em que não houvesse morto. 31 Então, naquela mesma noite, Faraó chamou a Moisés e a Arão e lhes disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; ide, servi ao SENHOR, como tendes dito. 32 Levai também convosco vossas ovelhas e vosso gado, como tendes dito; ide-vos embora e abençoai-me também a mim. 33 Os egípcios apertavam com o povo, apressando-se em lançá-los fora da terra, pois diziam: Todos morreremos. 34 O povo tomou a sua massa, antes que levedasse, e as suas amassadeiras atadas em trouxas com seus vestidos, sobre os ombros. 35 Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés e pediram aos egípcios objetos de prata, e objetos de ouro, e roupas. 36 E o SENHOR fez que seu povo encontrasse favor da parte dos egípcios, de maneira que estes lhes davam o que pediam. E despojaram os egípcios.
Mc 12:41-44 Assentado diante do gazofilácio, observava Jesus como o povo lançava ali o dinheiro. Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias. 42 Vindo, porém, uma viúva pobre, depositou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante. 43 E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. 44 Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento (bios – no grego, vida em sentido amplo).
II Co 8: 3-5 Porque eles (irmãos da Macedônia), testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, 4 pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. 5 E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus;

5. COMO UTILIZAR OS DESPOJOS DO MUNDO:
Há duas formas de utilizar os despojos que retiramos do mundo. Para construir o Tabernáculo ou um bezerro de ouro:
Ex 25: 1-8 Disse o SENHOR a Moisés: 2 Fala aos filhos de Israel que me tragam oferta; de todo homem cujo coração o mover para isso, dele recebereis a minha oferta. 3 Esta é a oferta que dele recebereis: ouro, e prata, e bronze, 4 e estofo azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabra, 5 e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles finas, e madeira de acácia, azeite para a luz, especiarias para o óleo de unção e para o incenso aromático, 7 pedras de ônix e pedras de engaste, para a estola sacerdotal e para o peitoral. 8 E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles.
Ex 32:2-4 Disse-lhes Arão: Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei-mas. 3 Então, todo o povo tirou das orelhas as argolas e as trouxe a Arão. 4 Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito.
Ex 32: 19-20 Logo que se aproximou do arraial, viu ele o bezerro e as danças; então, acendendo-se-lhe a ira, arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte; 20 e, pegando no bezerro que tinham feito, queimou-o, e o reduziu a pó, que espalhou sobre a água, e deu de beber aos filhos de Israel.