segunda-feira, novembro 15, 2010

AUTORIDADE

1. Mundo Espiritual e Mundo Temporal

A Palavra do SENHOR diz, em Gênesis 1:1 que o PAI criou os Céus e a Terra. Em Salmos 33:9 está escrito que o PAI falou e ordenou e tudo passou a existir, como também na carta aos Colossenses 1:15-17 está escrito que JESUS é a imagem do DEUS invisível, que Nele foram criadas todas as coisas nos “Céus e na Terra” e que Nele tais coisas subsistem.

Creio nas Sagradas Escrituras e no seu caráter sobrenatural e acredito piamente que toda a existência, ou seja, toda a matéria e as forças que nela atuam no universo foram extraídas do próprio JESUS, por meio Dele se organizaram e unicamente para os Seus propósitos, e que toda a criação mantém-se estável por ordem e cuidado de JESUS CRISTO, conforme Romanos 11:36 e Colossenses 1:15-17.

Há fundamento nas Sagradas Escrituras para acreditar que “Céus e Terra” significam, respectivamente, “Mundo Espiritual e Mundo Natural”. A matéria e as forças que sobre ela atuam no mundo natural criado por DEUS podem ser percebidas pelo gênero humano nas três dimensões e graças ao tempo, mas o que consta do mundo espiritual não pode ser percebido com os cinco sentidos de que é dotado o homem. Para discernir as coisas espirituais é preciso um espírito vivificado e treinado pelo ESPÍRITO SANTO, pois as coisas espirituais se discernem espiritualmente (I Coríntios 2:14).

Feita esta introdução, passo à questão da autoridade.

2. Tipos de Autoridade

Há dois tipos de autoridade, aquele que é exercida sobre o mundo espiritual e outra que é exercida sobre o mundo natural.

A autoridade espiritual confere poder sobre seres espirituais, de forma que os demônios se submetem e os anjos respeitam tal autoridade (Mt 10:1, Mc 1:27, 3:14, 6:7, Lc 10:19 e 22:30). Já a autoridade temporal confere poder sobre os homens, ela é usada para vingar o mal feito pelos humanos e os que a exercem são ministros de Deus, como diz em Romanos, 13:3 e 4: “Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. (...) autoridade é ministro de Deus para teu bem. (...) é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal”.

A autoridade espiritual difere da autoridade temporal, pois enquanto esta é baseada no “ser” (na posição hierárquica), aquela é baseada no “fazer” (no servir ao próximo). JESUS disse em Mc 10:42 que o que quiser conquistar a autoridade espiritual deverá servir e o que quiser conquistar maior nível de autoridade espiritual deverá servir a todos.

A autoridade de JESUS é autoridade espiritual, isto é, sobre o mundo natural e sobre o mundo que dirige este último, o mundo espiritual. Em Efésios, 1:20, é dito que DEUS ressuscitou JESUS dentre os mortos e o fez sentar à Sua direita nos lugares celestiais, vale dizer, no lugar de primazia no mundo espiritual. Na antiguidade, o lugar á direita do rei era o lugar de maior autoridade depois do trono. Ainda em Efésios, 1:21, é dito que JESUS está acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro, ou seja, que toda a autoridade sobre a humanidade lhe foi dada após Ele ter obedecido a DEUS e servido esta humanidade com Sua própria vida na cruz.

Adiante, nos versículos 22 e 23 é dito como JESUS se utilizou desta autoridade, ou seja, Ele sujeitou todas as coisas (as coisas criadas, a criação) aos Seus pés e estabelecendo o Seu Corpo, a Igreja, o somatório dos que O obedecem nesta terra, como autoridade sobre a criação, restabelecendo o que fora dado a Adão.

A autoridade de JESUS em sua passagem terrena incluía ainda o poder para dar sua vida (física) e toma-la de volta (S. João 10:18) e conceder vida eterna a todos os homens que crescem Nele (S. João 17:2).

3. A Delegação de Autoridade

A autoridade originária sobre os mundos espiritual e natural, logicamente, é Daquele que os criou (DEUS) e tal autoridade Ele a delega a quem quiser, não devendo obediência a quem quer que seja, mas apenas coerência para com sua própria vontade já manifestada nas Sagradas Escrituras. DEUS delegou esta autoridade ao primeiro homem dotado de espírito (Adão) quando sujeitou-lhe a Terra (Gênesis 1:28), mas Adão deixou passar tal autoridade ao anjo decaído Satanás quando foi desobediente à DEUS, comendo do fruto que havia sido proibido, pois a desobediência à autoridade originária sempre acarreta a perda da autoridade delegada.

Por isso Satanás disse a Jesus em Lucas 4:6 que a autoridade e a glória dos reinos (mundo) lhe havia sido dada. No entanto, a autoridade de Satanás é a autoridade delegada, enquanto que a autoridade do SENHOR JESUS é a autoridade originária sobre todo o Céu e a Terra (Mateus 28:18).

A delegação de autoridade fica clara quando JESUS diz a Pilatos, no evangelho de João, 19:11, que “nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada”. Também em Romanos, 13:11, é dito que “não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas”. A autoridade temporal, portanto, é divina na essência, embora seja exercida, na maioria das vezes, por pecadores não arrependidos, o que faz com que ela seja utilizada para o mal e não para o bem.

O modo como a autoridade é exercida, no entanto, não lhe retira o caráter divino e os excessos e desmandos dos homens investidos de autoridade devem ser enfrentados primeiramente com oração (I Tm 2:1-2) e também com medidas desprovidas de rebeldia, ou seja, medidas que se valham da própria autoridade temporal para corrigir os homens que utilizam mal a autoridade delegada. Deve-se recorrer sempre à autoridade superior contra o inferior que exorbita do uso da autoridade.

Nunca se deve, por causa dos excessos dos homens ímpios, amaldiçoá-los (Ex 22:28), pois assim se atinge tais homens e também a autoridade que está sobre eles, que é, como dito, divina.

Quando confiamos em Deus para restabelecer a justiça no uso da autoridade, Ele “dissolve a autoridade dos governantes e os doma”, com é dito no livro de Jó, 12:18.

4. A Condição para Receber e Exercer Autoridade

Receber autoridade depende, sempre, de fidelidade, como consta na parábola em Lucas, 19:17: “Muito bem, servo bom; porque foste fiel no pouco, terás autoridade sobre dez cidades”. Também em Apocalipse, 2:26, é dito que “ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações”. Outra condição para receber e exercer autoridade é ser obediente, ou seja, só recebe autoridade quem é sujeito a autoridade, como se vê em Mateus, 8:8 e 9, “Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz”.

A obediência à autoridade é obediência à Deus e o inverso é verdadeiro, ou seja, “aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus” (Rm 13:2), portanto, “é necessário estar sujeito à autoridade, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência” para com Deus (Rm 13:5).

5. O Pagamento de Tributos

No dever de sujeição à autoridade está o dever de pagar tributos. Em Romanos, 13:6 e 7, é dito textualmente que se deve pagar tributo por causa da sujeição à autoridade, logo, sonegar tributos é ser insubmisso.

Diante desta assertiva surge a pergunta: é imprescindível pagar o tributo no volume instituído pela autoridade? Logicamente que o valor fixado pela autoridade é o valor que se deve pagar e o pagamento abaixo deste é cumprimento parcial e desobediência parcial. No entanto, considerando que vivemos num sistema hierárquico de exercício de autoridade, se uma autoridade inferior (a da lei) fixa um tributo em desacordo com a autoridade superior (a da constituição) é lícito ao homem questionar o excesso de tributo perante a autoridade que tem competência para tanto (a autoridade judicial).

E se ainda assim for excessivo o peso do tributo? Bem, neste caso sobra a oração pelas autoridades (I Tm 2:1-2) e o pedido a DEUS para que esta autoridade injusta (a lei e o Estado injustos) sejam removidos por Ele, como diz em Jó, 12:18. A desobediência voluntária ao dever de pagar tributo impede a benção material.

Tesouros: No Céu e na Terra

A TERRA ESTÁ CORROMPIDA E CARECE SER SARADA:

Gn 6:11-12 A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência. E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.

2 Cr 7:14 E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

A SISTEMA PRODUTIVO NASCIDO DA TERRA CORROMPIDA SE CHAMA BABILÔNIA:

Ap 18 - E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória. E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande babilônia, e se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiável. Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias. E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela. Tornai-lhe a dar como ela vos tem dado, e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro. Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto. Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga. E os reis da terra, que se prostituíram com ela, e viveram em delícias, a chorarão, e sobre ela prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio; Estando de longe pelo temor do seu tormento, dizendo: Ai! ai daquela grande babilônia, aquela forte cidade! pois numa hora veio o seu juízo. E sobre ela choram e lamentam os mercadores da terra; porque ninguém mais compra as suas mercadorias: Mercadorias de ouro, e de prata, e de pedras preciosas, e de pérolas, e de linho fino, e de púrpura, e de seda, e de escarlata; e toda a madeira odorífera, e todo o vaso de marfim, e todo o vaso de madeira preciosíssima, de bronze e de ferro, e de mármore; E canela, e perfume, e mirra, e incenso, e vinho, e azeite, e flor de farinha, e trigo, e gado, e ovelhas; e cavalos, e carros, e corpos e almas de homens. E o fruto do desejo da tua alma foi-se de ti; e todas as coisas gostosas e excelentes se foram de ti, e não mais as acharás. Os mercadores destas coisas, que com elas se enriqueceram, estarão de longe, pelo temor do seu tormento, chorando e lamentando, E dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! que estava vestida de linho fino, de púrpura, de escarlata; e adornada com ouro e pedras preciosas e pérolas! porque numa hora foram assoladas tantas riquezas. E todo o piloto, e todo o que navega em naus, e todo o marinheiro, e todos os que negociam no mar se puseram de longe; E, vendo a fumaça do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que cidade é semelhante a esta grande cidade? E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamaram, chorando, e lamentando, e dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! na qual todos os que tinham naus no mar se enriqueceram em razão da sua opulência; porque numa hora foi assolada. Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela. E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada. E em ti não se ouvirá mais a voz de harpistas, e de músicos, e de flautistas, e de trombeteiros, e nenhum artífice de arte alguma se achará mais em ti; e ruído de mó em ti não se ouvirá mais; E luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá; porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias. E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.

Lc 16:9-12 E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos. Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito. Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? E, se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?

 

O SISTEMA BABILÔNICO É GOVERNADO POR MAMON:

Mt 6:24-34 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom. Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

 

AS RIQUEZAS QUE DEUS NOS DÁ SUPERAM EM MUITO AS QUE MAMON TEM A OFERECER, MAS SOMENTE SÃO DADAS A QUEM NÃO AS CONSIDERA IMPRESCINDÍVEIS:

2 Cr 1:7-12 Naquela mesma noite Deus apareceu a Salomão, e disse-lhe: Pede o que queres que eu te dê. E Salomão disse a Deus: Tu usaste de grande benignidade com meu pai Davi, e a mim me fizeste rei em seu lugar. Agora, pois, ó SENHOR Deus, confirme-se a tua palavra, dada a meu pai Davi; porque tu me fizeste reinar sobre um povo numeroso como o pó da terra. Dá-me, pois, agora, sabedoria e conhecimento, para que possa sair e entrar perante este povo; pois quem poderia julgar a este tão grande povo? Então Deus disse a Salomão: Porquanto houve isto no teu coração, e não pediste riquezas, bens, ou honra, nem a morte dos que te odeiam, nem tampouco pediste muitos dias de vida, mas pediste para ti sabedoria e conhecimento, para poderes julgar a meu povo, sobre o qual te constituí rei, Sabedoria e conhecimento te são dados; e te darei riquezas, bens e honra, quais não teve nenhum rei antes de ti, e nem depois de ti haverá.

Lc 4:5-8 E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o SENHOR teu Deus, e só a ele servirás.

 

AS RIQUEZAS PROPORCIONAM DISTRAÇÕES QUE PODEM CONDUZIR UMA PESSOA À SOBERBA:

Ez 28:5 Pela extensão da tua sabedoria no teu comércio aumentaste as tuas riquezas; e eleva-se o teu coração por causa das tuas riquezas;

I Tm 6:7-11 Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.

Mt 4: 18-19 E outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quais ouvem a palavra; Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.

 

NÃO DEVEMOS DEPOSITAR (A CONFIANÇA NAS) RIQUEZAS EM NOSSOS CORAÇÕES:

Sl 62:10 Não confieis na opressão, nem vos ensoberbeçais na rapina; se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração.

O “CORAÇÃO” É O “COFRE” DO QUE TEM MAIS VALOR PRA VOCÊ:

Mt 6:19-21 Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

Pv7:1-3 Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos. Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração.

Dt 6:4-6 Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;

Pv4:20-22 Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração. Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo.

 

O MAIS IMPORTANTE A RESPEITO DE UM TESOURO É O PROPÓSITO DELE (PARA QUE ELE SERVE?):

Sl 119:1-12 Alef. Bem-aventurados os retos em seus caminhos, que andam na lei do SENHOR. Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos, e que o buscam com todo o coração. E não praticam iniqüidade, mas andam nos seus caminhos. Tu ordenaste os teus mandamentos, para que diligentemente os observássemos. Quem dera que os meus caminhos fossem dirigidos a observar os teus mandamentos. Então não ficaria confundido, atentando eu para todos os teus mandamentos. Louvar-te-ei com retidão de coração quando tiver aprendido os teus justos juízos.

Sl 119:11Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.

Sl 119:34 Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei, e observá-la-ei de todo o meu coração.

 

AS PALAVRAS DEMONSTRAM O QUE HÁ NO “TESOURO” DE CADA PESSOA:

Lc 6:45 O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.

 

CADA PESSOA TEM A RESPONSABILIDADE DE PREPARAR O QUE SERÁ COLOCADO EM SEU CORAÇÃO:

2 Cr 12:14 E fez o que era mau; porquanto não preparou (Roboão – Rei de Judá) o seu coração para buscar ao SENHOR.

At 4:32 a 5:5 E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha. Então José, cognominado pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre, Possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos. Mas um certo homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade, E reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos. Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram

terça-feira, junho 10, 2008

VERDADEIRA SUBMISSÃO


Tempo depois de o povo ser liberto do Egito DEUS entendeu que era hora de o povo ser levado à terra que havia sido preparada para eles. O arraial estava acampado em Cades Barnéia (Nm 13) e Deus deu uma ordem a Moisés para que uma comitiva de doze homens fosse espiar a terra de Canaã.

Deus poderia ter preservado a terra de Canaã livre de ocupação pelos quatrocentos anos em que o seu povo se multiplicou no Egito, mas isto pouparia o povo da guerra para conquistar a terra e, por conseguinte, da glória da vitória, que é o grande propósito de Deus para os homens, ou seja, o restabelecimento da glória do PAI, contestada pelo diabo, a partir da vitória dos filhos de DEUS sobre ele.

DEUS pretendia que o povo verificasse a terra, fizesse planos para ocupa-la e, por fim, executasse estes planos tomando posse da terra e glorificando a DEUS pela construção de um povo que fosse a expressão de sua glória.

O povo e alguns da liderança, no entanto, só conseguiam enxergar os riscos de ocupar uma terra na qual viviam gigantes (Nm 13:27-33). Eles sabiam que serviam a um DEUS poderoso e tinham visto as maravilhas que DEUS estava disposto a fazer para abençoa-los e para cumprir Seus propósitos, no entanto, não conseguiam acreditar que teriam vitória na conquista da terra.

A dificuldade de crer que DEUS nos abençoará e nos dará vitória decorre da incredulidade e esta advém, por sua vez, de um coração endurecido (Hb 3:7-19).

Endurecer o coração do homem e tomá-lo de incredulidade é uma tarefa do inimigo de DEUS que vê nisto a chance de continuar ocupando a terra prometida e impedir que DEUS seja glorificado. Satanás não consegue se conformar pelo fato de que DEUS deu seu único filho para salvar os homens, mas não socorreu a ele e aos demais anjos decaídos (Hb 2:16).

Caso o homem não esteja vigiando seu próprio coração e buscando crescente e incessante comunhão com DEUS o diabo pode conseguir sugestionar o perverso coração humano e endurecê-lo para que ele seja tomado de incredulidade.

A prova de que isto já estava acontecendo com o povo de Israel quando estes chegaram a Cades Barnéia é que tanto os do povo como alguns da liderança já haviam murmurado (Nm 11 e 12). Quando tiveram diante de si o desafio de guerrear para ocupar a terra de Canaã murmuraram contra Moisés e contra Arão (Nm 14:2).

É preciso entender, neste momento, a linguagem verbal e a não-verbal envolvida no episódio. Verbalmente os murmuradores poderiam estar levantando algum pleito aparentemente justo e questionando dificuldades pelas quais estavam passando e limitações de sua liderança, mas na linguagem não verbal eles estavam dizendo, por dentro, em seus corações, o seguinte: “não queremos nos arriscar”, “vai ser difícil lutar”, “tenho medo de perder”, “não quero enfrentar gigantes”!

O povo já tinha tido experiências com murmuração no passado. Em Números 11:1 diz que o povo queixou-se aos ouvidos do SENHOR e que a ira dEle se acendeu e os consumiu no arraial. Depois desta dura lição o povo padeceu novamente a espera em Hazerote, até que Miriã fosse disciplinada com lepra por sete dias (Nm 12:15).

Quando o povo foi confrontado com a necessidade de mudar de escravos para guerreiros, para que houvesse a conquista da terra (Nm 13), os de coração endurecido acabaram murmurando novamente, mas desta vez tomaram o cuidado de não falar diretamente aos ouvidos do SENHOR. Eles murmuraram contra Moisés e Arão, porém, DEUS entendeu aquela murmuração como sendo contra Ele mesmo, como se vê em Números 14:27.

Isto acontece porque DEUS não só está atento às palavras que saem de nossa boca, mas também a linguagem não-verbal que sai de nosso coração e que somente DEUS ouve (Jr 17:9-10).

Assim, não adianta “tomar o cuidado” de não murmurar contra DEUS e sim contra seus líderes, pois se isto é diferente do ponto de vista humano, é pior do ponto de vista divino, tanto que quando o povo murmurou contra DEUS este os repreendeu imediatamente, mas preservou a maioria do povo; mas quando a murmuração se deu contra Moisés e contra Arão, DEUS quis consumir o povo todo e isto só não aconteceu porque Moisés interviu (Nm 14:12-15).

Quando o ESPÍRITO SANTO me falou todas estas coisas que ora escrevo, me convenci, mais uma vez, que tanto eu como alguns que conheço precisavam se arrepender da murmuração interior e enfrentar as mudanças, todavia, disse em meu interior o seguinte: – Tudo bem, mas como é difícil ser sujeito a líderes que aos meus olhos são, nalgumas coisas, despreparados, arrogantes, violentos no falar e, às vezes, ignorantes.

O ESPÍRITO SANTO, em sua docilidade, seu amor incondicional, seu consolo e seu ensino me disse que Moisés era exatamente tudo isto, como a Bíblia expressamente menciona em Êxodo 4:11. Lá Moisés admite perante Deus o que possivelmente não admitia diante de ninguém, ou seja, que era pesado de língua. Em palavras mais simples, Moisés era grosso mesmo. E ele não só era grosso como também violento, tanto que matou um homem e escondeu o corpo (Ex 2:12).

Para que Moisés viesse a se tornar o homem mais manso de seu tempo (Nm 12:3) DEUS teve de ensina-lo o que haveria de falar (Ex 4:12). Este ensino demorou, certamente, e durante o aprendizado Moisés deve ter deixado muita gente chateada com suas limitações, o que, todavia, nunca interrompeu o ministério que DEUS tinha pra ele. Ignorante ou não, Moisés era o líder e DEUS exigia submissão à autoridade deste líder, tanto de seu povo, como de Faraó.

No tempo em que tais coisas aconteceram havia um só templo itinerante, uma só terra de Canaã a ser conquistada, um só povo indiviso e um só líder, Moisés, com seus juízes (Ex 18:21-27); mas hoje, no tempo da aliança no sangue de CRISTO, cada um de nós é um templo, cada um tem uma Canaã a conquistar, somos um povo de todas as tribos, línguas e nações e temos milhões de Moisés e de juízes sobre nós, que são os nossos líderes na Igreja.

Estas pessoas não são perfeitas, como Moisés também não era, mas as direções que elas traçam devem ser seguidas, pois são dadas por DEUS como estratégia para conquistarmos a terra prometida.

E quando tais direções não forem dadas por DEUS, mas forem fruto da inexperiência e das imperfeições da alma do líder, o que fazer?

Quando alguma direção for flagrantemente contrária a Palavra de DEUS é porque Ele não deu tal direção ao líder. Neste caso, sendo contrária a Palavra, o liderado precisará apontar a Palavra como direção e isto por si só deverá demover o líder de seu erro e faze-lo retornar ao caminho da liderança segundo o SENHOR.

Se isto não ocorrer, é melhor o liderado pedir a benção para continuar a caminhada sob o cajado de outro Moisés, uma vez que, como já foi dito, são inúmeros os líderes no tempo na Igreja.

O problema está em reconhecer quando uma direção é flagrantemente contrária a Palavra de DEUS. Só a profunda comunhão obtida pela oração com jejum – para anular a força da alma – é que poderá revelar ao coração do homem a vontade de DEUS pra ele num dado caso concreto. Não devemos esquecer que se o líder pode estar suscetível ao comando de sua alma, muito mais o liderado está sujeito à mesma suscetibilidade. É muito mais comum um liderado estar sendo enganado por seu próprio coração do que um líder, muito embora isto possa acontecer tanto com um, como com o outro.

Quando, porém, a direção parece não ser a ideal, mas não é flagrantemente contrária a palavra, ou seja, ela não é a mais correta segundo o entendimento do liderado, mas também não é contrária a Palavra de DEUS, penso que a direção deve ser seguida tantas vezes quantas sejam necessárias para constranger o líder pelo amor. Uma das formas de amar é caminhar com alguém mesmo que esta pessoa esteja na direção errada. Jesus nos ensinou isto caminhando na direção errada com dois dos discípulos, por quase onze quilômetros, até que a visão de ambos se desembaraçasse (Lc 24:32). Pode ser preciso caminhar com o líder no caminho que este considera correto – ainda que não seja o ideal –, e isto até que ele compreenda o equívoco e volte para Jerusalém, totalmente convicto.

Por fim, submissão é não murmurar, é admitir que o líder não é infalível, mas admitir que todos somos falíveis, que alguém há de liderar a maioria e que a escolha cabe a DEUS e não aos homens. Submissão é cobrir a nudez do líder se ela ocorrer, como fizeram Sem e Jafé na ocasião em que Noé, o escolhido de DEUS, pecou. Submissão é orar pelo líder, é pedir que DEUS trabalhe moldando suas imperfeições e é apontar-lhe a Palavra sempre que, tendo a certeza de estar andando no espírito, for esta a direção mais acertada.

Por fim, submissão é uma prática e não um discurso, portanto, que DEUS, em sua infinita misericórdia, tenho paciência conosco e nos leve a nos apegar com firmeza a estas verdades já conhecidas (Hb 2:1) e a converter em ações tudo quanto agora o ESPÍRITO SANTO nos ensina em palavra.

Amém.

Obs.: Não deixe de meditar nos versículos citados.


terça-feira, fevereiro 19, 2008

Expandindo Limites

Alguns cristãos se perguntam porque não conseguem viver uma vida abundante e porque ainda estão tão inclinados a errar o alvo.

Penso que o Espírito Santo me disse algo nesta manhã sobre este assunto.

Quando Jesus foi perguntado por um doutor na lei sobre qual era o grande mandamento (Mt 22:36), Ele expôs o que seriam os dois mais importantes mandamentos. O primeiro é amar a DEUS de todo o coração, alma e pensamento e o segundo amar ao próximo como a si mesmo.

Por outro lado, vemos na carta de Tiago (1:14) que o homem é tentado por sua própria concupiscência interior, que o atrai e seduz e vemos no Evangelho de Lucas (6:45) que “o homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal” e em Marcos 7:21 que “do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios”.

Aqui se estabelece um contra-senso. O homem deve amar a DEUS de todo o seu coração, mas de dentro deste mesmo coração saem toda sorte de malignidades. Se o coração de um homem emana maus pensamentos, adultérios, prostituições e homicídios, é óbvio que tal homem não ama a DEUS de todo o coração. Parte do coração ama a DEUS e parte do coração ama as obras das trevas.

Este homem tem o coração dividido, como o coração do povo de Israel que foi descrito em Oséias 10: 1 a 3:

1 ISRAEL é uma vide estéril que dá fruto para si mesmo; conforme a abundância do seu fruto, multiplicou também os altares; conforme a bondade da sua terra, assim, fizeram boas as estátuas.
2 O seu coração está dividido, por isso serão culpados; o SENHOR demolirá os seus altares, e destruirá as suas estátuas.
3 Certamente agora dirão: Não temos rei, porque não tememos ao SENHOR; e o rei, que faria por nós?

O coração dividido é nota de culpa para o homem e é causa de esterilidade na vida do cristão. A esterilidade atinge todos os aspectos da vida do homem que a ela está sujeito.

Portanto, voltando ao início deste texto, concluímos que a causa de tantos não desfrutarem da abundância do SENHOR é a esterilidade e a causa desta última é o coração dividido do homem, que ama ao SENHOR, mas não de acordo com o mais importante e todo inclusivo mandamento da Palavra de Deus, que é amá-lo de todo o coração.

Para romper com este ciclo vicioso e passar a agradar a DEUS e desfrutar de suas promessas é preciso limpar o coração (Tg 4:8) de todo interesse pelas obras infrutíferas das trevas, devotando todo o coração ao SENHOR.

A pergunta é: como fazer isso?

Há quem já tenha tentado de tudo ao seu alcance para limpar o coração e ainda assim continua vendo em sua vida as mesmas obras, como Paulo, que via em seus membros um comportamento ao inverso do que ele cria e desejava em seu homem interior (Rm 7:23).

O SENHOR falou-me quanto ao ser limpo, que não é o homem que se limpa para entrar na presença de DEUS, mas é o SENHOR que limpa o homem de sua imundícia, como em Lucas 5:12 e13:

12 E aconteceu que, quando estava numa daquelas cidades, eis que um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto, e rogou-lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me.
13 E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele.

Porém, se é DEUS quem nos limpa e se Ele quer nos ver limpos e com alvas vestes em sua presença, porque é que Ele não nos limpa a todos imediatamente e no momento que nos convertemos? Porque DEUS parece nos limpar de alguns pecados e de outros não e porque somos libertos da prática de determinados pecados imediatamente enquanto que outras práticas parecem resistir por longo tempo em nossas vidas?

A resposta, sem dúvida, está na reciprocidade. A reciprocidade de Deus é a garantia de que teremos sempre respeitada a nossa condição de seres feitos a imagem e semelhança de dEle. É que DEUS nos fez como Ele, com livre arbítrio, podendo decidir o que vamos receber e que não vamos receber de nosso entorno. Se DEUS intervisse na vida do homem para fazer nele aquilo pelo qual o homem não pagou preço algum e nem sequer decidiu verdadeiramente que deseja, então DEUS terá invalidado na vida deste homem o seu livre arbítrio e teria feito deste homem alguém distinto de Si mesmo, rompendo com a semelhança entre o Criador e a criatura humana.

DEUS é, para conosco, recíproco. Isto significa que embora Ele possa fazer qualquer coisa, fará todas as coisas em nossa vida na proporção direta de nossa busca e de nosso desejo ardente.

É aí que entram os limites e o nosso dever de removê-los.

A Bíblia diz que nosso coração é uma terra (Mt 13:19) e se emana desta terra tanto o amor a DEUS como o amor pelas coisas terrenas é porque esta terra está dividida e há um limite entre a parte que se devota a DEUS e a parte que presta culto às coisas do mundo.

Este limite precisa ser removido e o território que ainda não ama a DEUS precisa ser conquistado, para que tal homem ama a DEUS de todo o coração.

Quais são, pois, objetivamente, estes limites?

Penso que os limites que precisam ser removidos são os limites que nos impomos na oração, no jejum, na adoração, nos votos, nas ofertas, no estudo e meditação da Palavra, no serviço (amor prático) em prol de nossos irmãos, na intercessão pelos perdidos, no esforço para demonstrarmos de forma prática a fé que professamos, etc.

Pergunte-se agora qual foi o maior tempo que Você passou orando ou jejuando. Independente da resposta, é fato, e Você concordará, que se tivesse orado mais e jejuado mais teria obtido respostas mais eficazes do Céu. Se todos concordamos que devemos orar e jejuar mais, porque não o fazemos?

A resposta é porque nós nos impomos limites. A carne, ou seja, o corpo e a alma insubmissos, impõe ao nosso ser um limite às atividades espirituais como que dizendo: “nós só agüentamos até aqui...”.

É preciso desafiar estes limites!

Precisamos fazer o que nunca foi feito, orar como nunca oramos, jejuar como nunca jejuamos, meditar como nunca meditamos, servir como nunca servimos, para que venhamos obter do SENHOR, pela sua reciprocidade, uma mudança interior que até aqui nunca vivenciamos.

É preciso se perguntar quais os nossos limites espirituais e é preciso programar (e cumprir) um cronograma de desafios a estes limites.

O leproso de Lucas 5: 12 e 13 rompeu com um limite pessoal ao se prostrar diante de JESUS, ao crer que Ele poderia libertar-lhe da lepra e a rogar a JESUS.

Quais sãos os seus limites? Que restrições Você permitiu que a sua carne impusesse à sua busca espiritual?

Se Você já sabe quais são estes limites, desafie-os. Expanda seus limites!

quarta-feira, agosto 16, 2006

MARATONA DE ORAÇÃO

A sociedade em que vivemos moldou o hábito, já bem arraigado, de agir em tudo com brevidade. Símbolo máximo desta tendência é o fast food, ou comida rápida, onde o homem submete uma necessidade vital, o alimentar-se, à um tempo insuficiente, a fim de tornar “produtivo” o tempo que deveria utilizar para a alimentação.

É assim em relação ao pão natural e não é diferente em relação ao pão espiritual. Jesus é o Pão da Vida o qual é nosso alimento espiritual e de quem depende toda a nossa eternidade. O tempo que passamos em oração, com Deus, alimentando-nos do Pão da Vida, é um indicativo de como anda nossa vida espiritual.

É comum escutar durante uma pregação na igreja ou mesmo durante um culto de oração um pastor dizendo “vamos pregar uma palavra rapidamente” ou então orações brevíssimas, que justamente por serem breves demais acabam por não desatar o fardo da oração que nos é delegado pelo Espírito Santo.

Imagine alguém que marcou uma audiência com um Governador e que uma vez diante da autoridade passe a expor sua necessidade no modo “relâmpago”, ao final levantando e deixando a autoridade para trás, como se fosse uma estátua muda. Aliás, penso mesmo que tais orações relâmpago tem origem na idolatria, donde se ora para ídolos mudos.

Quem procede assim certamente não há de receber nada do Governador. É preciso entrar na presença do governante, reconhecer sua autoridade, ser específico no pedido, justificar sua procedência e sensibilizar a autoridade quanto a necessidade de que seja atendido o pedido. Não se pode fazer isto no modo “relâmpago”.

Ademais, é preciso estar preparado para a interação com a autoridade, para ser argüido, para ter os intentos mudados, para se deixar levar pelos argumentos da autoridade. Quando oramos é preciso estar sensível ao Espírito Santo para que este exponha a motivação de nosso coração ao orarmos, para que o Espírito Santo interceda por nós ao Pai, de variadas formas, mas até mesmo com gemidos inexprimíveis, o que certamente não se fará numa oração rápida.

A Bíblia nos mostra alguns exemplos de orações que foram atendidas justamente porque quem orava se demorou na presença de Deus. Assim a história de Ana, mulher de Alcana, que por ter se demorado na presença do SENHOR chamou a atenção do Sacerdote que a abençoou, vindo Ana, posteriormente, ser atendida por Deus que lhe deu um filho, aliás, lhe deu sete filhos (I Sm 1:9-20).

Temos o exemplo daqueles que, por estarem orando, ou seja, durante a oração, Deus os atendeu ou fez algo milagroso naquele momento. Assim Jô teve a sorte mudada no momento em que orava pelos seus amigos (Jô 42:10) e Daniel recebeu a visita do Anjo do Senhor enquanto orava (Dn 9:20-23). Se estes homens tivessem levado suas aspirações a Deus no modo “relâmpago” não teriam vivido as experiências que viveram e talvez nem tivessem sido atendidos.

Em Lc 9:29 vemos que a aparência do rosto de Jesus se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura justamente no momento em que Ele estava orando. Também o sobrenatural acontecimento de suar sangue ocorreu a Jesus quando Ele orava (Lc 22:44). Paulo, quando recebeu de Deus o comissionamento para pregar aos gentios, experimentou um êxtase e teve uma visão bem quando orava (At 22:17). O próprio batismo no Espírito Santo e o primeiro avivamento ocorreram aos que se achavam orando (At 2).

Em Mt 26:40 o próprio Jesus cobrou de seus discípulos um tempo de oração igual ou maior a uma hora. Jesus não cobrou que orassem de mãos dadas, que orassem no templo, que orassem por algo específico, que orassem em concordância ou que orassem com eloqüência, mas que orassem no mínimo uma hora! Isto nos indica algo muito importante: que qualidade de oração pode sim estar relacionada a tempo de oração.

Lembro-me particularmente do testemunho de uma missionária chilena que há alguns anos orou trinta dias, várias horas por dia, por um menino todo deformado de nascença e que Deus atendeu sua oração moldando o corpo do menino instantaneamente nos braços desta mulher. Ela conta que em alguns momentos a fadiga impedia que ela orasse algo “útil” ao Senhor e que então ela, num ato extremo, chegava a ler para o Senhor o que ela encontrava no jornal, mas não deixa a presença de Deus em oração sem ter dado cabo das horas a que havia se comprometido.

Por isso tudo considero que a quantidade de oração precisa ser resgatada como condição para uma qualidade de oração. Para usar um exemplo usado pelo autor de Hebreus, devemos ser como o maratonista que corre sua carreira. Devemos fazer nossas maratonas da oração, onde ao iniciarmos a orar já sabemos que permaneceremos um tempo na presença de Deus e que dali por diante muito poderá acontecer conosco, que Deus irá falar-nos de muitas maneiras e que não abandonaremos a corrida antes do fim.
Como o maratonista, poderemos sentir a fadiga e o tempo sem dúvida passará, para nós, mais devagar do que para os que não estiverem na maratona, no entanto, só os que correm a carreira é que cruzam a linha de chegada dos vencedores e sobem ao pódio para receber, do Rei, a coroa da vitória.

terça-feira, maio 02, 2006

PROGRAMAÇÃO


A automação nos possibilitou passar às máquinas uma série de tarefas que dantes eram humanas e a informática nos possibilitou programar com exatidão a realização destas tarefas por parte das máquinas. Assim, há tarefas que eram executadas diretamente por seres humanos, há apenas uma ou duas gerações, e que hoje são executadas com precisão por máquinas de última geração.


Isto nos traz certa apreensão e nos incita a pensar que também podemos nos programar para realizar, com exatidão, as tarefas que máquina alguma fará por nós. Tendemos imaginar que aquelas boas práticas e todas aquelas tarefas indispensáveis à nossa boa convivência podem ser programadas em nós, de maneira que não precisemos decidir, a cada nova oportunidade, de executamos ou não a tarefa. Tendemos imaginar que podemos programar roboticamente todas as boas práticas de vida e ver em nós, diariamente, a realização automática desta programação.

Não é assim que funcionamos. Na verdade, não “funcionamos” na acepção da palavra, pois aquilo que funciona é porque recebeu uma função e não delibera por si mesmo, como uma máquina, que decorrente de seu projeto, está fadada a realizar uma dada função.

Somos seres dotados de decisão. A cada momento precisamos decidir entre mais de uma opção. Dentre estas opções, muitas vezes, está à opção que infringe o querer de Deus para nós, suas criaturas. Quando oramos “não nos deixa cair em tentação” não estamos pedindo que Deus substitua nosso poder decisório por sua vontade, como se fossemos divinamente teleguiados, mas estamos pedindo a Deus que gere circunstâncias capazes de nos afastar dos cenários típicos do pecado que nos assedia.

Às vezes somos tentados a pensar: “Como seria bom se eu pudesse me programar para dormir todos os dias num mesmo horário, para comer somente o indispensável, para me alimentar somente do que é saudável, para ter meu devocional com Deus, para investir em relacionamentos que agradam a Deus, para colaborar com minha comunidade, etc”. No entanto, se pudéssemos nos programar, como fazemos com nosso despertador, não seríamos humanos, não seríamos feitos à imagem e semelhança do Criador. O fato de não precisarmos responder a tais estímulos, nem mesmo aos estímulos decorrentes dos instintos animais, é um dos elementos que nos caracteriza como seres que transcendem a natureza animal.

Em, síntese, não somos programáveis. Há que fale em programação neurolinguística ou outras programações destinadas ao cérebro humano. A realidade é que podemos aprender e este aprendizado pode pavimentar o caminho da mudança, no entanto, não podemos nos programar para ficarmos inexoravelmente vinculados a uma dada prática periódica. Por mais que aprendamos, por exemplo, que exercícios físicos são indispensáveis à uma vida saudável, ainda assim não podemos gerar em nós uma programação que, diariamente, sempre no mesmo horário, nos coaja a vestir uma malha de ginástica e nos impulsione aos exercícios físicos. Por mais que os ensinamentos quanto aos benefícios dos exercícios físicos possam impregnar nossa visão sobre o tema, ainda assim manteremos, sempre, a disposição sobre o nosso ser, escolhendo se vamos ou não vamos nos exercitar.

O mesmo não acontece com o pecado em nós. Este é rigorosamente programado para violar – todos os dias de nossa vida terrena – a norma que se imponha a nós como agradável a Deus. Seja lá o que for que venhamos a adotar como norma, seja a aquela que claramente emane do texto das Escrituras Sagradas, seja aquela que provenha de votos feitos à Deus, sempre a cobiça de nosso interior corrompido irá buscar uma maneira de transgredir, apoiada em nossos sentimentos, vontade egoística e racionalização.

É uma briga desigual. Enquanto não podemos nos programar para fazer o bem, pois não podemos nos obrigar permanentemente a obedecer a um comando dado anteriormente, o pecado em nós é justamente uma programação de violar toda a qualquer noção de “certo” que venhamos ter. Isto nos leva a uma única solução: a morte. A única maneira de viver sem transgredir o certo, aposto em nosso espírito pelo Espírito Santo, é providenciar a morte desta natureza humana decaída que consiste o nosso ser. No entanto, se esta morte representasse o fim da existência terrena não poderíamos chamar isto de solução, pois a solução pressupõe um meio de superar uma dificuldade para continuidade da vida. Se uma medida visa à morte é porque não houve solução para o problema. Assim, é preciso morrer e continuar vivo.

Morrer e continuar vivo é algo que só o Cristianismo explica. O morrer aqui é tomado no sentido de mortificar, ou seja, aplicar o estado de morto ao que em verdade vive. Para mortificar o corpo é preciso, em primeiro lugar, crer que a morte de Cristo na cruz levou consigo a minha vida terrena e animal e que a vida que ora pulsa em mim e que sustém o meu corpo é uma vida sobrenatural, que advém do Espírito Santo, que ressuscitou a Jesus Cristo dentre os mortos. Ou seja, com Ele morremos em sua morte e com Ele ressuscitamos em sua ressurreição. A mente pode não acompanhar esta dicção, questionando-se como pode alguém estar vivo com a vida de Cristo e não a sua após aceitar o sacrifício da cruz, se visivelmente nada ocorre de diferente com aquele aceita tal sacrifício para si. Se a mente tivesse domínio sobre todos os elementos que compõe o milagre da salvação humana, tal salvação não seria uma obra de fé. O que faz com que sejamos salvos por fé é justamente o fato de que aceitarmos como verdadeiro algo que não é comprovável.

Portanto, não podemos nos programar para executar diariamente um conjunto de tarefas que entendemos ser o ideal para uma vida regrada por princípios e valores extraídos da Palavra de Deus e não podemos evitar o fato de que nosso interior está programado para gerar em nós, diariamente, uma cobiça por tudo o que é errado. Assim, só nos resta mortificar esta natureza decaída, com fé no caráter remitente da obra da cruz e cooperando com esta fé a nossa diligência em fazer, diariamente, tudo aquilo que enfraquece nossa natureza humana-decaída, dando oportunidade ao Espírito Santo de militar contra nossa carne e nos fortalecer em espírito, pois a Palavra de Deus nos garante que se vivermos em espírito, de maneira nenhuma iremos satisfazer as concupiscências da carne.

Esta diligência não pode ser programada, ela é fruto de decisão tomada caso a caso, momento a momento, e só é exitosa ao estarmos em comunhão com o Espírito Santo de Deus. Se nos afastamos desta comunhão, pelos afazeres deste século (ainda que não sejam pecaminosos em si mesmos estes afazeres) tendemos a obedecer à outra programação, a do pecado em nós. Importa, portanto, que vivamos crendo na obra salvadora do calvário, diligentemente buscando a presença de Deus pela oração, pelo estudo e meditação na Palavra, pela reunião com Seu Corpo – a igreja (nos cultos, celebrações e na comunhão íntima com os irmãos) – por jejuns e pelo trabalho servil em relação àqueles que têm necessidades prementes a serem supridas e que encontram, em nós, o agir de Deus em seu favor
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sábado, abril 29, 2006

Tentação não se Enfrenta

A Bíblia é repleta de exemplos de coragem dos homens de Deus e a covardia é algo repelido pelo cristão, já que Deus não nos dá espírito de covardia, mas de poder, amor e moderação (2 Tm 1:7). A valentia de enfrentar as situações é imprescindível quando tratamos com circunstâncias externas que nos desafiam e testam nossa fé, mas não quando tratamos com a tentação.

A tentação, como é dito em Tg 1:14, é fruto de nossa própria cobiça que nos atrai e seduz. Não se trata de um inimigo externo e sim de uma ameaça que brota dentro de nós, alimentada por uma distração qualquer em relação aos nossos valores.

Todos são tentados. Há aqueles que oram para não ser tentados, porém, isto é uma oração inútil, pois ser tentado é parte do nosso crescimento espiritual. Só quando somos tentados – e resistimos à tentação – nos parecemos mais com Cristo e subimos espiritualmente, rumo à estatura do Varão Perfeito, que é Jesus.

O remédio preventivo para a tentação está em Lc 22:46 onde Jesus diz: Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação. Orar nos impede de cair nas tentações e não de sermos tentados. Aliás, na oração que Jesus ensinou aos seus discípulos ele disse que deveríamos pedir ao Pai para não cairmos em tentações e não para não sermos tentados.

A oração vai impingir espiritualidade ao nosso ser e reter o nível de carnalidade que favorece a sedução do pecado. Mesmo assim, precisamos de uma atitude prática em relação à tentação, que é fugir dela. Na carta aos Coríntios, tanto no capítulo 6:18 como no capítulo 10:14 a recomendação em relação aos pecados da impureza e da idolatria (intimamente ligado à impureza) é a mesma: fugir. Também em Eclesiastes 7:26 diz: Achei coisa mais amarga do que a morte: a mulher cujo coração são redes e laços e cujas mãos são grilhões; quem for bom diante de Deus fugirá dela, mas o pecador virá a ser seu prisioneiro.

Outra passagem bíblica que confirma o fato de que diante da tentação devemos fugir é 1 Co 10:13 que diz: Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar. O livramento de que fala Paulo não é outro senão o escape, o caminho da fuga. A palavra grega que é traduzida como “livramento” é ekbasis, que significa também caminho para fora, saída. O Léxico Grego de Strong menciona quanto a esta palavra o seguinte: “aplicado figurativamente para o caminho de escape da tentação”.

Como se vê, Deus nos incentiva a orar para não cair em tentação e promete que não seremos tentados acima do que podemos suportar, e que a cada tentação teremos sempre um caminho de fuga para não cair.

O problema é que muitas vezes não desejamos fugir e quanto mais esperamos para tomar a decisão de fuga, mais difícil fica pra fugir. A fuga precisa ser decidida e executada no momento em que vemos o cenário do pecado nos cercando. É ali que precisamos fazer como José, que fugiu de diante da mulher de seu senhor – que queria agarrá-lo – mesmo que para isto tenhamos que perder alguma coisa, como José, que perdeu suas roupas, que ficaram em mãos da mulher de seu senhor. Imagine se José resolvesse administrar a situação da tentação; se resolvesse sentar e conversar pra fazer sua ama entender que ele não podia deitar-se com ela. Certamente José não teria resistido à sua própria cobiça, pois sendo jovem e solteiro e a mulher de seu senhor bela e atraída por ele, certamente que José também tinha que lutar contra o desejo de possuí-la.

José não “administrou” a situação, ele agiu imediatamente fugindo da situação de tentação. Para poder fugir José perdeu suas roupas. Foi o preço para se manter fiel ao Senhor, fidelidade esta que foi recompensada depois, quando virou o homem mais importante do Egito depois do Faraó; muito mais importante inclusive, que o seu antigo senhor. Às vezes a tentação se configura a partir de um local, uma amizade, um tipo de conversa, um lazer, em negócio, etc. O apego a estas coisas não pode ser obstáculo para fugirmos da tentação, pois se pusermos os olhos nestas coisas não conseguiremos fugir e cairemos em tentação. Para não cair em tentação é preciso fugir, ou seja, abandonar um posição, e isto é contrário à nossa cultura.

Outras atitudes que não podem ser tomadas são: a indiferença e a luta contra a tentação. A indiferença à situação de tentação que nos cerca só contribui com nossa cobiça, que no momento certo vai brotar com força avassaladora para nos derrubar, então, é preciso, ao primeiro sinal de que o cerco da tentação está se fechando, deixar tudo e fugir da situação que se montou a nossa volta. Quanto à lutar contra a tentação, por exemplo orando para que se dissipe a cobiça interior, é uma solução que só se aplica se não pudermos fugir literalmente, pois a Palavra de Deus não diz “orai contra a tentação” e sim fugi dela. Devemos estar orando constantemente para que nosso interior seja mudado e a força do pecado em nós contida pelo Espírito, pois aquele que está em Espírito jamais satisfará as concupiscências da carne. No entanto, negligenciar a oração e buscar orar somente quando já está cercado pela nuvem da tentação, é errado. Depois não adianta dizer que orou e a tentação não foi embora, pois quem deve ir embora somos nós diante da situação de tentação.

Diante do cenário de pecado, quando as forças do Inferno se avolumam e se fecham sobre o crente, é preciso fugir. Ao fugir do pecado, fugimos para Deus e nos tornamos dependente dEle. Assim, temos autoridade moral para resistir ao diabo, como está em Tg 4:7 que diz: Sujeitai-vos, pois, a Deus, mas resisti ao diabo e ele fugirá de vós. Só é possível resistir ao diabo a partir de uma posição de santidade e está só é possível manter em Cristo, dependendo dEle e não na força de nosso próprio braço.

quinta-feira, março 16, 2006

Já Era a Força do Pecado

Aprendemos desde pequenos que nossas más ações devem ser por nós repelidas por temor do castigo. Quando recebemos o senhorio de Jesus Cristo em nossas vidas, na maioria das vezes, continuamos com a mesma estrutura de pensamentos, achando que o pecado deve ser repelido unicamente porque o seu cometimento atrai o castigo de Deus.

É verdade que o pecado atrai o castigo de Deus, como consta em Mateus 25:46: E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna, no entanto, é preciso prestar atenção para o fato de que o castigo é para os que recusaram a salvação dAquele que se fez pecado por nós e levou sobre Si o nosso castigo.

A Palavra de Deus nos diz em I Coríntios 15:56 que a força do pecado é a lei. Isto significa que o pecado tem um poder de compulsão na vida humana, levando o homem a errar o alvo. Este poder se baseia na lei, pois o objetivo do pecado é transgredir a lei. Ocorre que em Romanos 6:14 Deus nos diz em sua Palavra: Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça. Ora, se a lei não tem mais império sobre nós, o pecado que nela se baseia também não! Glória a Deus!

Imagine que alguém sobre quem repousa todo o poder humano em nosso país (na hipótese de existir tal pessoa) dissesse que você não precisa mais cumprir o Código Brasileiro de Trânsito. Você poderá cumprir com o que espera a lei de trânsito, no entanto, se a descumprir, não haverá pena alguma. A partir daí a pena, que é o castigo, também não tem poder sobre você, pois a pena é estabelecida na lei e a lei não mais impera sobre a sua vida. Agora imagine aquela voz interior que deseja nos ver ofendendo a lei; esta voz simboliza o pecado. Porque está voz diria pra você descumprir a lei se o objetivo de descumpri-la – que é receber a pena – não pode mais te atingir?

Esta é a nossa posição: não podemos mais receber uma penalidade que foi imposta a Cristo em nosso lugar! Logo, estamos livres da lei e livres do castigo. Então, porque nós cumpriríamos a lei? Não cumprimos a lei por causa do castigo, mas pelo fato de que reconhecemos que a lei é o certo e em nós repousa o Espírito de Deus, que nos faz andar somente em acerto. Ele nos faz andar como Ele andou e Ele não andará senão segundo a norma que enviou aos homens para cumprir.

Aprendemos no Direito que toda norma é composta de dois elementos: a hipótese de incidência e o mandamento. Além disso, há, por trás da norma, um valor humano que atribui juízos de certo a errado ao comportamento humano e uma pena na hipótese de seu descumprimento. Assim, a Lei Divina também suas hipóteses de incidência e um mandamento dizendo FAÇA ou NÃO FAÇA. Se transgredimos o mandamento quando estamos enquadrados na hipótese de incidência, a pena se nos é aplicada.

Jesus nos livrou da maldição da lei, ou seja, o mandamento não nos obriga mais e a pena também não pode mais incidir sobre nós, no entanto, os valores universais que embasam a lei persistem e nós devemos andar irrepreensíveis em relação ao mandamento, não porque lhe devamos obediência, mas porque consideramos os princípios e valores por de trás do mandamento e adoramos Aquele que o estabeleceu.

Este entendimento tem muita utilidade no que se refere a nos livrar do assédio do pecado, que são as tentações que brotam do nosso interior. Devemos CRER nesta verdade: Que o pecado não tem poder sobre nós (Rm 6:14). Conhecer e crer nesta verdade da Palavra de Deus nos liberta da força do pecado de dentro de nós brota para nos afastar da comunhão do Deus em nós, o Espírito Santo.

Não devemos mais permanecer naquele atitude que aprendemos com nossos pais, donde a nossa correção depende do nosso temor pelo castigo, mas devemos passar a uma atitude madura, entendendo que nossa correção (santidade) depende do amor e de nos identificarmos com o Deus que em si mesmo é o princípio e o fundamento de todo o mandamento contido na Sua lei.

Devemos lembrar a todo o momento: EU NÃO ESTOU DEBAIXO DA LEI! A COMPULSÃO PARA ME LEVAR A PECAR NÃO TEM FORÇA SOBRE MIM! Afinal:

Provérbios 11:21 O mau, é evidente, não ficará sem castigo, mas a geração dos justos é livre.

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

MUDANÇA DE VALORES


A Palavra de Deus, na primeira carta aos Tessalonicenses, contém uma exortação para que andemos da maneira pela qual temos aprendido daqueles que nos ensinam no Senhor, a fim de que possamos progredir:

(1TS 4:1) - Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que possais progredir cada vez mais.

Progredir é ação contínua de melhorar-nos como seres humanos. O ânimo de progredir é algo que somente se encontra na raça humana, sendo um ponto que nos diferencia dos demais animais inteligentes. Isto ocorre porque fomos feitos à imagem e semelhança de Deus e Ele é um Ser em progresso constante. Deus fez Sua obra, a salvou, a redimiu e vai aperfeiçoá-la para uma vida eterna.

Para experimentarmos o progresso de Deus em nossas vidas é preciso evitar a conformação deste mundo, ou seja, sermos formatados segundo o espírito deste mundo. Nossa formatação deverá ser segundo o Espírito Santo e, para isto, precisamos ser transformados:

(RM 12:2) - E não vos conformeis com este mundo, mas sede transformados (...) pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

Importante observar que não progredimos numa regular e vagarosa metamorfose, mas em saltos de verdadeira transformação. Cada vez que nos submetemos ao ensino do Espírito Santo, decidimos pela mudança e implantamos uma disciplina de mudança, nós nos transformamos um pouco mais, de nossa natureza terrena, na natureza divina do Filho do Homem.

A chave desta mudança está na mudança de nossos valores, que em Romanos 12:2 é chamada de “renovação de nosso entendimento”:

(RM 12:2) (...) pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

Mudar nossos valores não é uma tarefa fácil, mas é possível. Sem mudança de valores o ensino de Cristo não encontra terra fértil onde brotar. É como na parábola do semeador, em que a semente cai entre espinhos e estes sufocam a palavra. A palavra que cai numa mente treinada nos conceitos deste mundo cai entre espinhos e se estes não forem removidos a palavra não dá frutos, ou seja, não provoca mudanças na vida daquele que ouviu a palavra.

Há alguns dias um fato inusitado mostrou-me o quanto os paradigmas deste mundo impedem o agir de Deus em nossas vidas. Fui à chácara de um amigo e quando estávamos quase chegando senti que o pneu havia furado. Verificando o estepe percebi que este nunca havia sido trocado e que as ferramentas de troca de pneus nunca tinham sido usadas. Achamos facilmente o macaco e o estepe, no entanto, não encontrávamos a chave de roda. Pesquisamos no manual do veículo e este dizia que a chave de roda estava no assoalho do veículo, embaixo do estepe. Retiramos o estepe e não encontramos nenhuma chave de roda. Um de nós chegou a ir à sede da chácara, a pé, para buscar uma outra chave de roda, que não servia no pneu furado. Após algum tempo buscando uma solução, nos dirigimos ao porta-malas e lá fiquei olhando para o assoalho do veículo e repetindo: - Está aqui, certamente, nós só precisamos enxergar.... Foi aí que meu amigo levou a mão numa pequena bolsinha de feltro no fundo do assoalho e, de dentro da mesma retirou uma pequena chave de roda em forma de cachimbo; uma peça com não mais de 20 centímetros.

Porque não encontramos antes a chave de roda? Porque em nossas mentes uma chave de roda era grande, em forma de cruz e ocuparia bastante espaço. Nós não imaginávamos que pudesse haver uma chave de roda tão pequena para uma caminhonete a diesel. Por mais de uma hora nós nos debatemos procurando uma solução que estava perfeitamente descrita no manual: “A chave de roda está no assoalho do veículo”. Lemos a instrução no manual, mas isto não nos ajudou muito, pois ao ler “chave de roda” vinha-nos à mente um objeto totalmente diferente daquele que estava guardado no veículo. Tínhamos um “modelo mental” sobre a chave de roda e enquanto não nos liberamos daquele modelo mental não encontramos a solução, ainda que o manual estivesse bem claro quanto à localização da chave de roda.

Da mesma forma, a Bíblia, como nosso manual, contém a solução para inúmeras situações da vida cotidiana, mas só se opera a eficácia do texto da Palavra de Deus quando o interpretamos com uma perspectiva bíblica e não uma perspectiva mundana. Assim, ao lermos sobre “amor”, “perdão”, “aliança”, “sacrifício”, só poderemos retirar do texto o poder para mudança em nós se interpretarmos estes termos a partir de conceitos bíblicos, pois o mundo também tem um conceito secular para cada um destes termos e imbuídos destes conceitos nós nunca receberemos a iluminação do Espírito Santo, ou seja, a “revelação” do que significa o ensino da Palavra.

Para reaprendermos os conceitos é preciso um processo muito parecido com aquele pelo qual fomos educados desde pequenos; e é justamente por isso que Jesus disse a Nicodemos (Jo 3) que precisaríamos nascer de novo. O novo nascimento ocorre quando nos esvaziamos de nós mesmos, deixando de lado nossas opiniões, nosso conhecimento, nossos valores e os substituímos por uma curiosidade latente pela Palavra de Deus, reconstruindo nossos valores a partir do rhema de Deus. É no novo nascimento que nosso “Eu” morre, dando lugar a vida de Cristo em nós, com a formação de um novo ser humano, donde a noção personalíssima de “bem e mal” é substituída pela noção divina de “certo é errado”. Uma vez que estes novos valores estejam consolidados, o homem pode valer-se de sua mente de forma ilimitada, entendendo que a otimização de suas faculdades mentais ocorre quando estas não desafiam a Deus, mas quando sua mente é sujeita ao Espírito.

Popularizou-se a idéia de que valores Cristãos são “bons valores morais”. Moral ilibada está contida no Cristianismo e não o inverso. O Cristianismo é muito mais abrangente que a Moral. Ser cristão é obedecer a Cristo e a obediência transcende o entendimento. Se uma criança obedecesse somente aquilo que pudesse entender, certamente nunca seria obediente. Assim é conosco, pois Cristo disse que se alguém quisesse ser o maior no Reino dos Céus deveria ser como um menino (Mt 18:4).

Logo, devemos ser como meninos na construção de um novo plexo de conceitos e valores. Valores Cristãos recebidos no espírito e utilizados como fundamento de um novo código de atitudes.

segunda-feira, dezembro 19, 2005

A ARMADURA DE DEUS




A carta aos Efésios inicia pregando a condição dos crentes em Cristo e, após o capítulo 4, traz uma série de recomendações práticas quanto à vida cristã, até o versículo 9 do capítulo 6. Do versículo 10 ao 18 as escrituras nos ensinam sobre nossa proteção espiritual, ordenando-nos a nos revestir de uma “armadura de Deus”:
  • Ef 6:11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo;


Do versículo 14 ao 17 Paulo nos ensina quais os itens da armadura de Deus e é óbvia a alusão à armadura romana da época, especificamente a armadura dos legionários que guarneciam a Judéia, região dominada por Roma. Pesquisando sobre a armadura do legionário pudemos descobrir que ela possuía 07 itens, conforme a figura do legionário acima.


A armadura, como se vê acima, tinha um (1) elmo, ou capacete, uma (2) couraça, um (3) escudo, um (4) cinto, um (5) sandália, uma (6) espada de ferro (famoso gladius) e um (7) dardo ou lança.


O interessante é que Paulo, quando fala da armadura de Deus, não menciona o dardo como item da armadura, aliás, quando menciona o dardo, é para dizer que o nosso inimigo é que dele se utiliza, enviando-o em chamas fumegantes contra nós:


  • Ef 6:16 embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.


A armadura de Deus, segundo as escrituras, tem como única arma ofensiva a espada, que é a Palavra de Deus. Isto nos ensina que a única ofensiva que estamos autorizados a empreender em nossa militância cristã e o uso da Palavra de Deus, e nunca o dardo, que é símbolo de acusação. Todas as demais armar são defensivas.


Aliás, o próprio propósito de usarmos a armadura é defensivo, como se vê nos versículos 11 e 13:


  • Ef 6:11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo;

  • Ef 6:13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.


Devemos usar a armadura porque seremos alvo de ataques de nossos inimigos, que demandam dardos de acusação contra nós e se valem de ciladas, tentando nos atingir desprevenidos. O objetivo da armadura é, tendo passado o dia mau em que seremos atacados, podermos estar inabaláveis, tendo vencido o inimigo.


Outra lição importante é sobre os inimigos contra quem iremos guerrear com esta armadura defensiva. Não se trata de pessoas, organizações ou governos, mas de demônios que agem nas regiões celestes, ou seja, na dimensão espiritual denominada segundo céu, de onde parte o comando do diabo:


  • Ef 6:12 porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.


O uso da espada – que é a Palavra de Deus – para julgar ou constranger pessoas ou para disputar sobre a hegemonia de uma dada interpretação bíblica ou de uma visão de reino, não está autorizada pelo Senhor. Somente os nossos inimigos devem ser alvos de nossa espada, por isso, nunca devemos criticar ninguém.


O primeiro item da armadura mencionado é a couraça, que os legionários chamavam de lorica. Era um conjunto de placas de ferro revestidas internamente com couro, que protegiam o soldado da cintura pra cima, inclusive os ombros e a porção superior do antebraço. Paulo diz que esta couraça, na armadura de Deus, é a justiça. A justiça é o efeito que se faz sentir na vida daquele que foi perdoado por Deus.


Na antiga aliança, após o sacrifício de sangue de animais, Deus recebia a vida do animal – vida esta que estava no sangue, segundo Lv 17 – como substituto da vida do pecador, que deveria morrer, já que o salário do pecado é a morte. Na nova aliança, Cristo é o cordeiro que tira o pecado do mundo e o sangue (e a vida terrena) dele é recebido pelo Pai como substituto para todo aquele que se põe sob o senhorio de Cristo. É que pela Lei Mosaica o servo tinha direitos perante o seu senhor, mas não perante terceiros, já que o senhor em tudo lhe representava. Se um servo defraudava o patrimônio de alguém, o seu senhor é que deveria se responsabilizar pela despesa. Uma vez que usemos de nosso livre arbítrio para nos colocar como servos de Jesus, a nossa dívida é Ele quem paga, o que realmente o fez na cruz do calvário.


A justiça, portanto, é o efeito que se opera quando Deus nos vê perdoados pelo sacrifício de nosso Senhor, que não tinha pecado e se entregou por nós. A justiça, na armadura de Deus, é proteção para nossos órgãos vitais, ou seja, é defesa para a vida em si, mas não é defesa para golpes que não sejam fatais, como nos membros superiores e inferiores. Isto nos ensina que poderemos ter ferimentos em nossas lutas, mas que nossa vida sempre estará a salvo, pois Aquele que fez a ferida, a sarará.


O mesmo se pode dizer do elmo, chamado capacete da salvação em Ef 6:17. Este item da armadura serve a nos defender de golpes fatais na cabeça. O dardo da incredulidade, que vem em direção à mente, é fatal e só a convicção da salvação, usada como elmo, pode nos salvar deste ataque.


Em Ef 6: 14, o cinto, no qual vai apoiada a espada, é a verdade, no qual vai apoiada a Palavra de Deus. Disto sabemos, pois em Jô 17:17 é dito que a Palavra de Jesus é a verdade e, em I Jo 5:6, o Espírito Santo, que nos ensina a Palavra, é chamado Espírito da Verdade.


Em Ef 6:15 o calçado do soldado é tido como a preparação para o evangelho da paz. A palavra traduzida como preparação, que no grego é heitomasia, é traduzida também como prontidão. O sentido é que estejamos tão preparados tanto para viver como para anunciar o evangelho, como preparado deve estar o soldado, com seu calçado nos pés. Não se pode imaginar os soldados durante uma campanha militar totalmente despreparados, tendo de calçar as sandálias de cordas às pressas porque o inimigo investe contra suas posições. É preciso estar preparado, pois não sabemos quando virá o dia mau.


O escudo da armadura é tido como a fé. É com ela que apagamos os dardos fumegantes do inimigo lançados contra nós. Fé é certeza absoluta, portanto, quando o inimigo lança acusações contra nós, intentando que venhamos a desistir de servirmos ao nosso Senhor, devemos nos defender com a certeza absoluta daquilo que consta na Palavra a nosso respeito. Se a Bíblia diz que somos mais que vencedores, então é isto que somos e nada menos. Esta certeza apaga, em nossa mente, o dardo inflamado, não deixando que o fogo venha consumir nossos valores em Cristo.


O mais interessante sobre o escudo do legionário é que ele era tanto mais eficaz, quando usado como defesa coletiva, encostando-se os escudos uns nos outros, como se vê da imagem do cojunto de soldados.



Somente a união de escudos é que podia fechar um grande escudo contra os dardos inflamados dos flecheiros. Da mesma forma, somente na unidade da fé é que conseguimos resistir eficientemente ao nosso inimigo. É por isso que na mesma carta aos Efésios Paulo nos fala de chegarmos a esta unidade na fé, como resultado de um amadurecimento espiritual. Quando chegamos a unidade da fé, fechamos nosso conjunto contra os dardos do inimigo.


Em Ef 6:18 há, ainda, uma importante admoestação aos crentes, ora comparados a soldados. É a admoestação para sempre buscarmos nosso treinamento como soldados, ou seja, sempre orarmos e suplicarmos ao Senhor, vigiando com perseverança:


  • Ef 6:18 com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos


De fato, de nada adianta estarmos com uma boa armadura se não estivermos treinados para a batalha, orando em todo o tempo no Espírito. A oração no Espírito referida em Ef 6:18 denota tanto a oração em linguagem espiritual, como a oração segundo o Espírito, pois o Senhor deposita em nossos corações Sua vontade, através do Espírito Santo, para que oremos a Ele pela realização desta vontade, assim na Terra, como no Céu. Ou seja, que Sua vontade se dê na Terra – que foi entregue aos homens para governar – assim como tal vontade já opera soberanamente no Céu, aonde Deus é absoluto.


A idéia é que nós, os homens, usemos da prerrogativa que Deus nos deu sobre a Terra para devolver a Ele o domínio, pedindo que Sua vontade aqui se realize. Tal vontade é revelada a nós pelo Espírito Santo e a expressão “orando em todo tempo no Espírito”, ainda que possa estar se referindo também à oração por línguas estranhas, certamente se aplica a vontade de Deus em nós.

ATITUDES PARA UMA VIDA ABUNDANTE

1. QUEBRANTAR-SE CONTINUAMENTE
Salmos 34: 18 Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido.
Salmos 51:17 Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.
Salmos 147:3 sara os de coração quebrantado e lhes pensa as feridas.
Provérbios 29:1 O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura.
o pecado gera legalidade e esta impede a benção
a legalidade é removida com confissão, arrependimento e restituição
não pode haver confissão, arrependimento e restituição sem quebrantamento
o quebrantamento as vezes precisa ser produzido de fato para depois tomar a alma e o espírito
nunca estamos quebrantados demais e o quebrantamento de um dia não serve ao dia seguinte

2. ANDAR POR PRINCÍPIOS
Diferença entre regras e princípios
Não se deixar levar por pensamentos, nem sentimentos, nem decretos negativos, nem prognósticos
Conduzir-se pelos princípios da Palavra de Deus
Deus não é sentimentos, é Espírito, logo, Ele não se comove com nosso choro e lamento, mas nunca ignora nossa busca e nossa atitude conforme Sua Palavra
Deus zela pela sua Palavra, logo, onde esta por confessada, Deus estará lá produzindo o sobrenatural para cumpri-la:
i. Jeremias 1:12 Disse-me o SENHOR: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.
Buscar transformar-se diariamente, pela renovação da mente

3. MANTER UMA LINGUAGEM ESPIRITUAL
linguagem espiritual x linguagem positiva
Ver além das circunstâncias, pois o real não é que vemos, mas o que Deus diz:
i. João 17:17 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.
ii. 2 Coríntios 5:7 visto que andamos por fé e não pelo que vemos.
4. TER VIDA DE ORAÇÃO
encontrar a medida pessoal de oração diária e ser constante
orar a vontade de Deus (trilhos de oração)
"fechar o cerco" sobre o objeto da oração
orar até desfazer os fardos
garantir a eficácia com mãos limpas e coração puro
ser organizado, sistemático, planejado e disciplinado, deixando o improviso por conta da vontade do Espírito Santo
5. MEDITAR DIARIAMENTE NA PALAVRA
Devemos ter a palavra em nossa mente como uma placa de advertência
i. Deuteronômio 11:18 Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontal entre os olhos
ii. Deuteronômio 17: 18 Também, quando se assentar no trono do seu reino, escreverá para si um traslado desta lei num livro, do que está diante dos levitas sacerdotes. 19 E o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o SENHOR, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir.
A Palavra nos lava, nos alimenta, nos instrui e renova nossa mente nos transformando
6. JEJUAR
Jejum não é pra gostar e nem pra entender, é pra fazer...
Ajuda a desfazer os fardos de oração
Confere maior medida de autoridade (sobre demônios) no uso da Palavra
Jejuamos enquanto o Noivo não está conosco
Jejum é abstinência do principal (comida e/ou bebida) e dos acessórios (trabalho em excesso, tv, lazer, etc) para negar a vida na alma
7. AMAR SEM GOSTAR
Reaprender o sentido do amor ágape: uma força propulsora de valorização altruísta
A Bíblia não diz que Deus tem amor, mas que Ele é amor. Deus é amor porque Ele se ofertou, logo, amar é ser oferta. Devemos ser oferta em prol do próximo, senão, nada seremos (I Co 13:2)
Pensar menos em si mesmo e não menos sobre si mesmo
Considerar os outros superiores a si mesmo:
i. Filipenses 2:3 Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.
Encontrar necessidades e servir: parentes, amigos, irmãos, líderes, liderados, conhecidos, estranhos, abastados, miseráveis, etc
Amar os miseráveis: Jesus investiu tempo de discipulado em homens com dons, no entanto, despendeu tempo para atenuar a dor de miseráveis, simplesmente por amor:
i. Lucas 14:12 Disse também ao que o havia convidado: Quando deres um jantar ou uma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem vizinhos ricos; para não suceder que eles, por sua vez, te convidem e sejas recompensado. 13 Antes, ao dares um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; 14 e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos.
Amar os inimigos:
i. Lucas 6: 27 Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; 28 bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam.
Amar os irmãos:
i. Romanos 15:1 Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos.
ii. Efésios 4:2 com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
iii. Colossenses 3:13 Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;
8. ADORAR EM TEMPO INTEGRAL
Adorar não é apenas cantar emocionado, é fazer a vontade de Deus em tudo e, especialmente, no sacrifício dos lábios que confessam o caráter de Deus
Adorar é:
i. Amá-lo acima de tudo
ii. Amar o próximo
iii. Ser diligente na Palavra, na oração e no jejum
iv. Dar testemunho de vida abundante, honesta, sincera, sem ter do que ser acusado
9. VIGIAR
Vigiar é evitar distrações, e reconhecer o exato pendor da sua alma e sacrificar tudo aquilo que possa se constituir numa distração (oportunidade para pecar)
Mudar a perspectiva sobre a tentação, pois ela não é uma ocasião para pecar, mas:
i. é apenas uma proposta sem poder de coerção
ii. é uma demonstração da cobiça de nosso homem interior
iii. é uma oportunidade de nos alegrarmos, pois nossa fé esta sendo confirmada
iv. é uma ocasião para desfazer as obras do diabo na sua vida
v. é uma ocasião para derrotar o diabo em seu próprio território
vi. é uma ocasião para se parecer mais com Cristo
vii. é uma ocasião para aperfeiçoar a sua santidade
Mudar a perspectiva sobre o pecado, pois ele não deve ser encarado com fatalismo, como se tudo tivesse acabado, mas:
i. como um ato que não pode mais ser repetido (aprender como não devo agir...)
ii. como aprendizado de que a dependência de Deus é um princípio fundamental
iii. o ponto de recomeço rumo a santificação
iv. uma oportunidade de aprendizado para discipular a vida de outros
v. como um ato que tem como conseqüência a restituição, pois é a quebra de uma aliança, o entristecer do Espírito Santo, o vazar da unção de Deus
10. IMPOR-SE UMA DISCIPLINA
Fazer morrer a natureza terrena que é naturalmente indisciplinada e da qual emanam as obras da carne:
i. Colossenses 3:5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria;
A verdadeira liberdade está em viver pelos princípios e não em fazer “o que dá na telha”
Quem vive pelos princípios vive liberto:
i. dos instintos humanos-decaídos
ii. dos sentimentos desordenados fruto de emoções feridas
iii. da mentalidade meramente racional
Atingir nossa “zona de conforto”
11. RELACIONAR-SE E SER DISCIPULADO
Podemos orar, jejuar e meditar na palavra, mas só poderemos amar se nos relacionarmos
Viver juntos e ter tudo em comum
Acabar com o padrão mundano de egocentrismo, materialismo e isolamento
Investir TEMPO em relacionamentos é SER Igreja, ou seja, é ser Corpo de Cristo. Quem não se relaciona não trabalha para compor e manter o Corpo de Cristo
Ninguém pode amar a Deus que não vê se não ama ao irmão que vê e ninguém pode amar ao irmão se não se relaciona com ele
Visões:
i. Romana e religiosa: igreja local de expectadores de culto, centrados no pregador e aprendendo uma mensagem que nunca põe em prática
ii. Do Israel de Deus: ter tudo em comum
Ser discipulado é condição para fazer discípulos e fazer discípulos é nossa maior missão
Ser discipulado é prestar contas de nossas atitudes a quem tem conosco uma aliança de discipulador
Um discipulador é um irmão maduro que ora por nós, nos ouve confidentemente, nos instrui de forma prática na Palavra, nos suporta, nos reconduz ao caminho quando caímos, transferindo sua benção e sua unção para nós
É alguém que devemos conviver, obedecer, honrar, imitar a fé com lealdade e fidelidade
Não existe discipulador perfeito, portanto, devemos imitá-lo somente em seus acertos, suportando-o nas deficiências com transparência e honestidade
12. NUNCA DESISTIR

sexta-feira, dezembro 16, 2005

RESTAURANDO O DOMÍNIO

Estudos como este contém apenas uma sucessão de versículos bíblicos antecedidos por um título e/ou um subtítulo que revelam uma organização temática do assunto.
1. O QUE É CETRO DOMINADOR?
Cetro (shebet) é uma vara, um ramo, um galho resistente que é tido com símbolo de poder e autoridade na Palavra (Et 5:2);
Cetro dominador é o símbolo de máxima autoridade de alguém que exerce domínio;

2. O SENHOR DEVE DOMINAR SOBRE NÓS
Jz 8: 22 Então, os homens de Israel disseram a Gideão: Domina sobre nós, tanto tu como teu filho e o filho de teu filho, porque nos livraste do poder dos midianitas. 23 Porém Gideão lhes disse: Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o SENHOR vos dominará.

3. O SENHOR NOS FEZ DOMINADORES
Gn 1:28 E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.
Provérbios 16:32 Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade.
1 Coríntios 9:25 Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível.

4. NOSSO DOMÍNIO FOI COMPROMETIDO POR CAUSA DO PECADO
Ez 19 10 Israelitas, a mãe de vocês era como uma parreira plantada perto de um ribeirão. Ela estava cheia de galhos e produzia muitas uvas porque havia bastante água. 11 Os seus galhos eram fortes e cresceram até se tornarem cetros reais. A parreira cresceu tanto, que os seus galhos chegaram até as nuvens; todos viram como era alta e cheia de galhos.12 Porém mãos furiosas a arrancaram pela raiz e a jogaram no chão. O vento leste secou as suas uvas. Os seus galhos foram quebrados; eles secaram e foram queimados.13 Agora, a parreira está plantada no deserto, numa terra seca e sem água.14 O seu tronco pegou fogo; o fogo destruiu os seus galhos e as uvas. Os seus galhos nunca mais serão fortes, nunca mais serão cetros reais. Esta é uma canção de tristeza que tem sido cantada muitas vezes.
Efésios 6:12 porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.

5. HOJE HÁ VÁRIOS CETROS DOMINADORES SOBRE OS HOMENS
Is 14: 5 Quebrou o SENHOR a vara dos perversos e o cetro dos dominadores, 6 que feriam os povos com furor, com golpes incessantes, e com ira dominavam as nações, com perseguição irreprimível.
Iniqüidade:
Salmos 119:133 Firma os meus passos na tua palavra, e não me domine iniqüidade alguma.
Soberba:
Salmos 19:13 Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão.
Coisas deste mundo:
1 Coríntios 6:12 Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.
Alma:
Mente
Emoções e sentimentos
Vontade própria
Corpo:
Necessidades fisiológicas
Enfermidades

6. SOMOS TENTADOS DIARIAMENTE A CEDER À DOMINAÇÃO
Gn 4:7 Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo
Tg 1: 14 (...) cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. 15 Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.

7. O SENHOR QUER RESTAURAR NOSSO DOMÍNIO
Daniel 4:26 Quanto ao que foi dito, que se deixasse a cepa da árvore com as suas raízes, o teu reino tornará a ser teu, depois que tiveres conhecido que o céu domina.
Zacarias 6:13 Ele mesmo edificará o templo do SENHOR e será revestido de glória; assentar-se-á no seu trono, e dominará, e será sacerdote no seu trono; e reinará perfeita união entre ambos os ofícios.
Sl 110: 1 Disse o SENHOR ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés. 2 O SENHOR enviará de Sião o cetro do seu poder, dizendo: Domina entre os teus inimigos.
Is 14: 1 Porque o SENHOR se compadecerá de Jacó, e ainda elegerá a Israel, e os porá na sua própria terra; e unir-se-ão a eles os estrangeiros, e estes se achegarão à casa de Jacó. 2 Os povos os tomarão e os levarão aos lugares deles, e a casa de Israel possuirá esses povos por servos e servas, na terra do SENHOR; cativarão aqueles que os cativaram e dominarão os seus opressores. 3 No dia em que Deus vier a dar-te descanso do teu trabalho, das tuas angústias e da dura servidão com que te fizeram servir, 4 então, proferirás este motejo contra o rei da Babilônia e dirás: Como cessou o opressor! Como acabou a tirania! 5 Quebrou o SENHOR a vara dos perversos e o cetro dos dominadores, 6 que feriam os povos com furor, com golpes incessantes, e com ira dominavam as nações, com perseguição irreprimível. 7 Já agora descansa e está sossegada toda a terra. Todos exultam de júbilo.

8. NÃO SE RESTAURA O DOMÍNIO SEM GUERRA
Jeremias 51:46 Não desfaleça o vosso coração, não temais o rumor que se há de ouvir na terra; pois virá num ano um rumor, noutro ano, outro rumor; haverá violência na terra, dominador contra dominador.

9. QUEM NÃO CEDE AO DOMÍNIO DO SENHOR PELO ÍNTIMO SERÁ DOBRADO PELAS CIRCUNSTÂNCIAS EXTERIORES
Salmos 32:9 Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem.
Provérbios 12:24 A mão diligente dominará, mas a remissa será sujeita a trabalhos forçados.
O QUE OU QUEM O ESTÁ DOMINANDO?

CARTINHA DE NATAL

Em janeiro de 1999, enquanto fazia pós-graduação em Belo Horizonte, MG, entrei na livraria jurídica Mandamentos e lá conheci os proprietários Arnaldo e Cristiana Oliveria Jr. Nossas vidas, minha e de minha esposa, nunca mais seriam as mesmas após o contato com estes valorosos irmãos em Cristo.
Abaixo, a cartinha de Natal que foi preparada por Arnaldo e Cris e intitulada como sendo do filho do casal, o Mateus, que tem uns dois aninhos. A cartinha foi entregue a vários amigos e parentes e fui publicada no boletim da Igreja Batista Príncipe da Paz, onde a família congrega:
Querido Papai do Céu,

Aqui é o Mateus. Ah, esqueci que não precisava me apresentar, pois o Senhor conhece até os meus pensamentos.

“Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta.” (Jeremias 1:5)

Senhor, gostaria de te agradecer, pois o Senhor escutou as orações do papai e da mamãe e me trouxe. Formou-me com perfeição, com muita saúde e força.

“Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força...” (Salmos 8:2)

Agora é época do Natal. Papai falou que no Natal se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Ele foi pequenino como eu sou, e ao crescer cumpriu com amor e obediência todos os passos que Deus havia planejado. Teve uma morte dolorosa. Pagou o preço como se tivesse cometido todos os pecados do mundo, embora não o tivesse, assim mamãe me contou. Tudo isso para que através de Jesus Cristo, pudéssemos nos aproximar e ter um relacionamento com Deus.

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6)

Fiquei triste por um momento, pela morte de Jesus. Mas, papai me disse que Ele ressuscitou e hoje está vivo, observando e cuidando de todos. Porém, a Bíblia Sagrada, que é a Palavra de Deus, não fala que Jesus nasceu dia 25 de dezembro. Também não fala que devemos comemorar o seu nascimento. Ele não queria que nós ficássemos presos a uma só data para se lembrar de Jesus. A Bíblia diz que devemos comemorar a Sua morte conforme I Coríntios 11: 23 a 26:

“ Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha.”

Mas e o papai Noel. Meus pais me falaram que ele é uma mentira, e mentira não é de Deus.

“ (o diabo) ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (João 8: 44)
“Pelo que deixai a mentira e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros.” (Efésios 4:25)

Por isso eu não vou acreditar em papai noel, mas no Papai do Céu que é o Deus verdadeiro
Não vou escrever uma cartinha uma vez ao ano para o papai noel, mas vou conversar todos os dias com meu amigo Jesus
Não vou acreditar nas renas, mas sim nos anjos que Deus escalou para cuidar de mim

“Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus.” (Mateus 18: 10)
Não vou colocar meu sapatinho na árvore para ganhar presentes, mas vou ser um presente valoroso para meus pais, avos e tios (as )
Não vou concentrar minha alegria em somente um dia do ano, mas vou ser feliz todos os dias, porque aprendi que o meu Papai do Céu é quem cuida de mim. E Ele é um Deus amoroso, carinhoso e poderoso. Por isto, Mamãe e Papai falaram que eu sou bem aventurado. E bem aventurado significa: muito feliz.

E você , também quer ser bem aventurado e ser amigo de Jesus. Sabia que Ele te ama muito e não esta longe.

“Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.” (Salmos 145: 18)
“ Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.” (Isaías 55: 6)


Pense nisto...

Obrigado por ler esta cartinha,


Que você seja abençoado (a) pelo Deus poderoso,
O Pai da Eternidade
O Príncipe da Paz


Amém


Mateus Brina Oliveira
25/12/05